APRE e de ACR realizam primeira reunião conjunta

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Encontro histórico permitiu a troca de experiências entre associados dos dois Estados

A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) e a Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR) promoveram no dia 25 de maio, em Mafra (SC) a primeira reunião conjunta das duas entidades. O encontro, considerado um marco para o setor, reuniu mais de 70 empresários e contou com uma programação técnica e política.

Para o presidente da APRE, Gilson Geronasso, o evento foi motivo de orgulho para o Paraná. “Temos a oportunidade de unir os interesses das duas associações e fortalecer ambas ainda mais”, afirmou. O mesmo sentimento foi compartilhado pelo presidente da associação de Santa Catarina, Epitagoras Oliveira Costa. “Precisamos derrubar alguns mitos e folclores sobre as florestas plantadas e disseminar os benefícios dessa cultura”, defendeu. O objetivo das duas diretorias é realizar outras reuniões conjuntas daqui para frente.

Programação

Os participantes puderam conhecer algumas pesquisas e projetos em andamento relacionados diretamente ao cultivo de florestas. O pesquisador Masato Kobiyama da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), falou sobre o Projeto Bacia Escola, que incentiva o desenvolvimento de uma bacia experimental que serve para as atividades de pesquisa científica e educação ambiental. O objetivo, segundo o professor, é aumentar o conhecimento dos pesquisadores e da comunidade sobre a hidrologia, a participação individual e estimular as ações governamentais. Para viabilizar o projeto, Kobiyama afirmou ser necessária a participação do setor privado participando com suas áreas florestais e apoiando essas iniciativas.

Já o mestrando Vilmar Picinatto Filho, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), apresentou aos empresários o Projeto “Avaliação de danos causados por roedores silvestres em plantios de Pinus taeda”. De acordo com os estudos iniciais, realizados em uma área florestal de SC, a diferença de crescimento entre as árvores que sofreram danos e as não afetadas é de 22% e, em alguns talhões, chega a 35%, do primeiro ao sétimo ano de cultivo. “O resultado esperado é poder gerar informação e indicadores de controle e operacionalizar as conclusões nas empresas”, afirmou Picinatto. A expectativa do pesquisador é poder contar com informações dos ataques causados pela espécie em outras empresas por meio de um formulário que será enviado aos profissionais que atuam no campo.

Pesquisadores da Embrapa Florestas também apresentaram projetos que têm relação direta com o desenvolvimento dos negócios florestais. Sandra Bos Mikich foi quem falou sobre o Projeto do Macaco Prego e dos avanços já obtidos com a iniciativa. Já Wilson Reis Filho, levou informações sobre o Projeto Formigas Cortadeiras, que ainda está em fase de análise para implantação.

A reunião também contou com a participação do supervisor de administração e vendas da Specma, Bruno Ribeiro dos Santos, que falou sobre soluções em mangueiras hidráulicas para uso em máquinas e equipamentos florestais e, da representante da Basf, Ana Paula Meirelles, que mostrou aos convidados o portfólio de produtos da marca para o mercado florestal.

Política

Na parte da tarde, as discussões envolveram questões políticas. A engenheira florestal Camila Braga, assessora técnica da Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), apresentou os objetivos da Comissão, criada há pouco mais de um ano. “Precisamos de representantes da região Sul do país no grupo para entendermos as demandas dos produtores locais e, assim, contribuirmos com melhorias para o desenvolvimento do setor”, afirmou.

Camila ainda falou da importância do Programa ABC – Agricultura de Baixo Carbono para os produtores florestais na captação de recursos para o plantio, mas lembrou a necessidade das associações promoverem a capacitação de profissionais para elaboração de projetos técnicos.

O encontro foi encerrado pelo assessor da Subsecretaria de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Fernando Castanheira Neto, que falou acerca das diretrizes para a formatação da Política nacional de florestas plantadas. O objetivo da participação do engenheiro florestal na reunião foi alertar os empresários para que as entidades representantivas do setor de manifestem quanto às demandas que devem constar nessa Política, que deverá estar definida até o final deste ano. “É preciso uma mudança de cultura e um planejamento para os próximos 25 anos”, lembrou Castanheira. O assessor afirmou que é necessário integrar a agenda setorial ao planejamento de governo. Entre as estratégias apontadas pelo engenheiro para alavancar o desenvolvimento do setor estão o levantamento do potencial de produção florestal no Brasil, com a criação de um Atlas; harmonizar e adequar a legislação florestal, combatendo a ilegalidade; estimular um programa energético atrelado à matéria-prima madeira; apoiar pequenos e médios produtores florestais; atrair investimentos como os fundos de pensão; e incentivar novos negócios para o setor, como o uso da madeira na consturção civil.

 

Fonte:

Assessoria de Imprensa APRE

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