Brasil pode liderar o debate global sobre sustentabilidade

 In Clipping, Sustentabilidade

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, abriu os trabalhos da Conferência Ethos Internacional 2012 com uma advertência: o eixo dos debates em torno de uma sociedade sustentável foi deslocado, nos últimos anos, dos países desenvolvidos para os países emergentes, por causa da crise financeira internacional. Com isso, o Brasil pode assumir um papel de destaque nas discussões.

“Temos um momento muito difícil pela frente, num contexto não muito favorável da conjuntura global. Estamos num período delicado de crise financeira internacional, em que as economias dos países desenvolvidos estão em um processo de agravamento, o que reduz as ações no campo fiscal por parte dos países, que acabam restringindo as possibilidades de contribuição para superar os desafios da sustentabilidade global”, afirmou Coutinho.

Por conta da crise financeira, o papel de destaque em ações sustentáveis tem sido assumido, nos últimos seis ou sete anos, por economias em desenvolvimento, que têm conquistado taxas muito superiores às dos países desenvolvidos. “A África, por exemplo, alcançou crescimento médio anual de 5% ao ano, com uma população de 1 bilhão de pessoas. Isso ocorre também com a Ásia. A China, por exemplo, mudou o eixo da preocupação com a sustentabilidade em relação à Eco 92. Hoje temos uma perspectiva diferente”, afirmou Coutinho. Diante desses dois fatos, o desafio dos emergentes, incluindo o Brasil, é assumir um papel de liderança na agenda de debates em torno de uma sociedade sustentável.

O presidente do BNDES elegeu o tema energia como um dos principais vetores de discussão quando se fala em gases de efeito estufa e emissão de carbono. “Devemos pensar em metas de uso, nos processos industriais, nas residências, nos sistemas públicos de iluminação e no transporte de pessoas”, disse Coutinho. “Essa é uma agenda complexa, que requer o desenvolvimento de padrões tecnológicos ambiciosos para reduzir os usos futuros e elevar a eficiência.”

 

Para ler na íntegra, clique aqui. 

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