Ano das Cooperativas estimula debates sobre a cultura

 In Clipping, Cooperativismo

No Brasil, 30 milhões de pessoas estão envolvidas com o cooperativismo. Setor agropecuário ocupa lugar de destaque

Agropecuária é o setor que apresenta o maior número de cooperativas em funcionamento no Brasil

O Cooperativismo está no centro dos debates em todo o mundo neste ano. Em 2009, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e a Organização das Nações Unidas (ONU) instituíram 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, um período para que população e governos possam refletir sobre como essa forma de organização pode ajudar na melhoria das condições de vida de uma comunidade. O debate ganha mais força com a proximidade do Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado este ano em 7 de julho.

Em uma definição clássica, poucas palavras representam tão bem a ideia de ação coletiva quanto cooperação. Segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), cooperativa é uma associação autônoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida. Mas mais do que uma entidade, o cooperativismo é um modelo de desenvolvimento com princípios estabelecidos, que preza a sustentabilidade, bem-estar e prosperidade de uma população.

A ação por meio de cooperativa é reconhecida em 13 ramos de atividade, entre eles habitação, infraestrutura, saúde, trabalho, crédito e também o agronegócio. No Brasil, de acordo com a OCB, cerca de 30 milhões de pessoas estão envolvidas de alguma fora com o cooperativismo, e a agropecuária é o setor que apresenta o maior número de associações em funcionamento.

Em 2011, 1.523 cooperativas do ramo agropecuário estavam registradas no país, uma queda de 2% na comparação com o ano anterior. Apesar disso, o número de pessoas cooperadas cresceu 3%, chegando a 969 mil pessoas – só menor do que os envolvidos nos setores de crédito e consumo. Em número de empregados, as cooperativas agropecuárias também estão na liderança, com 155.896 pessoas ligadas.
Tamanha representatividade pode ser medida nos principais índices econômicos do país. Em 2009 o setor foi responsável por 37,2% do Produto Interno Bruto (PIB) Agrícola do país, e suas exportações renderam US$ 3,6 bilhões. Apesar dos números, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ainda aponta que a população brasileira apresenta um índice baixo de participação em entidades associativas, cuja média mundial é de aproximadamente 40% da população.

FORÇA NO SUL

Geograficamente, os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul ocuparam em 2011 os primeiros lugares na quantidade de cooperativas. Em número de cooperados, além desses, Santa Catarina também se destaca no ranking brasileiro.
As imigrações europeias, especialmente a italiana e a alemã, impulsionaram a cultura do cooperativismo no Brasil, especialmente no Sul e Sudeste. Nessas regiões, segundo informações do governo e das entidades representativas, estão localizadas cooperativas consideradas modelo em gestão.
Conforme o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras, Márcio Lopes de Freitas, Norte e Nordeste não possuem essa cultura calcada, especialmente na área agrícola.

— No Nordeste o cooperativismo urbano, e não rural, vem se desenvolvendo, especialmente no setor de crédito — comenta.
Dar visibilidade e apoiar a profissionalização das cooperativas são metas do governo no ano internacional dedicado ao setor.

— O Estado não pode intervir nas cooperativas. Então, nossa função é apoiar e estimular ações através do fomento — explica a diretora Diretora Substituta do Departamento de Cooperativismo e Associativismo (Denacoop), Vera Lúcia de Oliveria Daller.

 

Fonte:

Easycoop

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