Parque Histórico lança material voltado ao professor

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Museu histórico propõe diálogo com escola, visando proporcionar aos alunos um conhecimento aprofundado durante as visitas a instituição.
O Núcleo de História e Patrimônio da Associação Parque Histórico de Carambeí (APHC), maior museu histórico a céu aberto do Brasil, preparou uma cartilha de apoio histórico-pedagógico direcionada aos educadores. O material exerce a função de guia didático e visa instruir os professores sobre as temáticas que podem trabalhar com seus alunos antes, durante e após a visita ao Parque Histórico.
A Cartilha de Aproveitamento de Visitação Pedagógica Parque Histórico de Carambeí elaborada por Jamaira Jurich Pillati, mestre em História e professora da rede de ensino público do Paraná, é um roteiro para os educadores que pretendem visitar o Parque Histórico acompanhado de seus alunos. “O enfoque principal do material é para o professor de História, pois além de apresentar os espaços que serão encontrados no Parque, o educador poderá estabelecer recortes pedagógicos que pautem a visita e assim fazer um maior proveito do passeio no museu”, salienta Jamaira.
“Certamente é um material rico que pondera reflexões e análises do professor frente ao seu planejamento, remetendo também essa facilidade aos recortes temáticos presentes na Cartilha”, afirma a Assessora Pedagógica da Escola Evangélica de Carambeí, Francine Guilherme de Souza, e diz que o material irá contribuir muito com o seu trabalho e da sua equipe pedagógica.
O material possibilita o diálogo entre a instituição museal e a escolas, amplia a visão do corpo docente e é possível ser utilizado de modo interdisciplinar, continua Francine. “A Cartilha vem contribuir para esse processo pedagógico, amplificando a visão do professor em relação a conteúdos relacionados a todas as disciplinas e não somente a de História, como comumente se costuma associar. O material abrange conceitos pontuais e esclarecedores, dentro de uma linguagem acessível, resumida e direta que evidencia parte da história do Parque Histórico de Carambeí e contribui para uma relação dialética entre sala de aula e o museu”.
Quando questionada sobre a visita em museus ser uma atividade multidisciplinar Elizabeth Johansen, professora do Departamento de História da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e doutoranda em Geografia, salienta que os é necessário professores de campos distintos perceberem que existem diferentes tipologias de museus e explorar isto em favor da educação. “O usual é que professores do ensino fundamental 1, ou então, os professores de história sejam os que mais levem seus alunos a museus, mas essa é uma realidade que pode se modificar quando professores de diferentes campos do conhecimento perceberem o quanto os museus auxiliam na construção do conhecimento de seus alunos, visto que existem diferentes tipologias de museus e não apenas os históricos. Qualquer tipo e tamanho de museu possui um caráter educativo, mesmo que não desenvolva atividades específicas de ação educativa, pois a instituição “museu” é um espaço educativo por si só, visto que apresenta e preserva formas culturais iguais e/ou distintas das que praticamos na atualidade, assim como representa “tempos” passados”.
Johansen, ainda comenta sobre a necessidade dos professores levarem seus alunos a instituições museais com propósito pré-definido, pois a atividade proporciona aos estudantes um conhecimento diferenciado e aprofundado, “É interessante ressaltar que numa visita a um museu o professor desenvolve outras capacidades de observação nos alunos, já que esses não precisam apenas ouvir o que o professor fala, mas também ver a cor, sentir a textura, ter noção do tamanho e em alguns casos até sentir o cheiro, enfim, uma visita a um museu desperta a utilização de diferentes sentidos, que muitas vezes em sala de aula isso não ocorre”.
O historiador da APHC, Felipe Pedroso, relata que com o lançamento da Cartilha inicia uma nova etapa de trabalho no Parque Histórico, que passa a exercer seu lugar ao lado de outras instituições museais. “Diferentemente da maioria dos museus, o Parque foi criado com o objetivo de fomento turístico, fazendo a lógica inversa dentro das instituições museais. Nesta nova etapa, o Parque Histórico assume o seu papel social enquanto museu e investe em atividade e formação de corpo técnico para receber a comunidade escolar e pedagógica”.
A educação como um todo lucra quando uma instituição museal se propõe a fazer ações direcionadas as escolas, como a que o Parque Histórico está propondo. “O museu deve estar aberto às necessidades e expectativas vindas da escola. Assim como os professores devem se preparar para levar seus alunos a um museu, conhecendo antecipadamente a instituição e tendo claro o que eles querem com essa visita, o museu deve estar aberto para ‘ouvir’ o que os professores têm a dizer sobre o espaço e sobre as atividades educativas que a instituição desenvolve”, expõe Elizabeth.
O historiador da APHC espera, com este projeto, estreitar a relação com as escolas para no futuro formar um público que frequente museus. “Ações como esta não irão emitir resultado imediato, será um trabalho de resultados de médio a longo prazo para formar um público visitante de museus, mais crítico e consciente do patrimônio cultural que o cerca”.
O material será distribuído gratuitamente pela instituição aos educadores que visitarem o Parque Histórico e também está disponível em PDF no link.

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