Museu se preocupa em democratizar o acesso dos visitantes

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Parque Histórico se prepara para receber visitantes com necessidades especiais.

Pensando no bem estar dos visitantes a Associação Parque Histórico de Carambeí (APHC) se prepara para receber pessoas com deficiência visual na Casa da Memória, primeira ala museal da instituição.

A Casa da Memória, composta por um ambiente museal, pelo souvenir e o Koffiehuis Confeitaria e Restaurante Parque Histórico de Carambeí, é a primeira ala do Parque que foi instalada a sinalização em braile. Pensando nas pessoas que tem dificuldade para enxergar, foram colocadas placas com letras grandes e spot de luz direcionado, deste modo facilita a leitura dos visitantes com baixa visão.

O Koffiehuis, também, está sendo preparado para receber pessoas com necessidades especiais. Além das placas de sinalização em braile, o espaço possui mesas destinada a cadeirantes e cardápio para deficiente visual. “A inclusão desta forma, foi efetivada e realmente vivida, de tal forma que, que uma ex-aluna minha participou de um evento realizado pela instituição, circulou com tranquilidade pelo ambiente museal. Bem como, escolheu o seu sabor de torta preferido sem depender de outras pessoas”, anima-se a pedagoga e especialista em inclusão, que prestou consultoria a APHC, Bruna Rafaela Pontes Kremer.

Koffiehuis Restaurante e Confeitaria Parque Histórico tem cardápio em braile

As placas indicativas em braile fazem parte do projeto Inclusão e Acessibilidade que a instituição iniciou em 2015 para atender visitantes com necessidades especiais. O primeiro passo que a instituição deu, neste sentido, foi a Oficina Sentir-se no Outro, um treinamento direcionado para funcionários aprenderem a receber e atender visitantes com alguma deficiência. No mesmo ano, foram instaladas caixas de som na Vila Histórica, ala museal com reproduções das primeiras construções de Carambeí, com o intuito de ambientar os visitantes e permitir que o deficiente visual com a audição e o auxílio do tato possa conhecer o museu.

“A maneira como a acessibilidade foi desenvolvida o Parque Histórico tornou real a democratização do acesso das pessoas com necessidades especiais O atendimento dos mediadores já capacitados, dos ambientes com sonorização e com rampas, das placas sinalizadoras e cardápios em braile trazem benefícios como a dignidade e a autonomia das pessoas que vão até o Parque. Demonstrando assim, que todos, apesar de algumas diferenças, devem ser tratados de igual maneira”, comenta a consultora.

Felipe Pedroso, historiador e coordenador cultural da instituição, conta que esse processo de adaptação pelo qual o museu está passando integra os Planos Anuais de Atividades aprovados pelo Ministério da Cultura em 2015 e 2016, que tem como exigência adaptação de espaço para pessoas com necessidades especiais e limitações. “Essa iniciativa tem como propósito tornar o museu um local de acesso pleno. A instituição conta com um carrinho elétrico e disponibiliza cadeiras de rodas para esse público na expectativa de tornar, cada vez mais, o museu como um espaço democrático”.

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