Livros raros são doados ao Parque Histórico

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Títulos que pertenceram a primeira biblioteca de Carambeí são doados ao museu.

O Centro de Documentação, Pesquisa e Memória do Parque Histórico de Carambeí constantemente recebe a doação de livros, recentemente foram doados a instituição alguns títulos raros que enriquecerão o acervo bibliográfico.

Muitas das obras literárias doadas ao Parque Histórico são antigas e pertenceram a primeira biblioteca de Carambeí, montada pela imigrante Wilhelmina Reugenbrink Verschoor, com títulos vindos diretamente da Holanda. “Alguns dos livros que recebemos são raros e nunca foram emprestados pela biblioteca, pois já eram antigos para a época e não interessavam nem mesmo aos colonos”, conta Felipe Pedroso, historiador e coordenador cultural do Parque.

A maioria dos livros do acervo são de cunho religioso, mas também há alguns títulos curiosos como a edição rara de uma versão da Chapeuzinho Vermelho. “O acervo bibliográfico é importante para a instituição, pois é uma forma de documentar os títulos de leituras da comunidade imigrante e uma das muitas possibilidades de abordagens para pesquisadores estudarem o gosto literário com as práticas sociais e culturais do período”, explica o historiador.

É possível observar pela história de Carambeí a preocupação do imigrante holandês com a educação, a constante busca pelo conhecimento por meio da leitura. Isso é evidenciado com a taxa de analfabetismo zero entre os holandeses desde o inicios da colônia.

O acervo bibliográfico do Parque Histórico possui cerca de dois mil livros antigos, entre eles títulos em português, inglês, francês, malaio, indonésio, holandês, alemão, alemão gótico e japonês. O acesso ao acervo bibliográfico da instituição é restrito a pesquisadores, mas desde que haja agendamento prévio.

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