Casa da Memória recebe mostra fotográfica dedicada aos negros na colônia Carambehy

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A presença negra em Carambei – as relações multiétnicas na colônia é tema de exposição de fotos realizada no Parque Histórico.

A Casa da Memória, do Parque Histórico de Carambeí, receberá a mostra fotográfica A presença negra em Carambei – as relações multiétnicas na colônia. A exposição abrirá ao público a partir do dia 5 de abril, em horário de funcionamento do Parque de terça a domingo, das 11h às 18h, com entrada gratuita.

Para produzir a mostra fotográfica a estagiária Sabrina Alves dos Santos, do Núcleo de História e Patrimônio do Parque, precisou analisar o acervo fotográfico do museu que é composto por mais de 8 mil registros. Foi examinado o período de 1911 até o ano de 1945 para resgatar a história dos negros e negras que são parte importante na narrativa da colônia de Carambeí, também foi utilizado como base um relato feito por Gilberto de Geus para a revista holandesa De Regenboog.

Como a maioria do material provém de acervos familiares de imigrantes europeus, não é comum que neles tenham fotografias da comunidade negra, mas isso não significa que não havia uma relação entre os grupos. Em seu relato, Gilberto fala sobre um senhor chamado Cândido, ex escravo provindo das fazendas de Castro, no relato é possível perceber o apreço que adultos e crianças tinham por este caboclo.

Foram os negros que ensinaram os imigrantes holandeses a manusear a terra, o período para plantar e colher. Inicialmente os negros também auxiliavam nas fabriquetas de queijo e nas atividades doméstica, mais tarde com a fundação da Cooperativa estes foram trabalhar na indústria.

“Com a mostra fotográfica A presença negra em Carambei – as relações multiétnicas na colônia quero evidenciar a presença e contribuições da população negra para o desenvolvimento da colônia Carambeí, por meio de registros fotográficos e assim mostrar a pluralidade étnica que havia aqui desde o início da colônia. Pretendo mostrar as transformações que ocorreram no trabalho, que no início era o processo manual até chegar a industrialização com a participação e contribuição da população negra para o crescimento econômico do município”, finaliza Sabrina.

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