0

PARQUE HISTÓRICO REVELA HISTÓRIA POR TRÁS DE FOTOGRAFIA

O Núcleo de História e Patrimônio do museu quer conhecer as memórias de Carambeí escondidas em registros fotográficos.

Uma foto antiga de um barco que até confunde-se com um postal, para algumas pessoas traz nostalgia, para outras não diz muita coisa, muitas vezes a imagem passa despercebida e não recebe o seu devido valor. Por trás desta fotografia que compõe o acervo do Parque Histórico de Carambeí, que parece ser apenas uma imagem estática, há um registro de família que conta uma linda história.

A imagem foi registrada na Holanda, a foto pertence as memórias de Cornélia Arina de Geus Xavier de Macedo e foi cedida juntamente com outras fotografias para compor o acervo iconográfico do Parque Histórico. Cada um dos retratos possui uma história que precisa ser contata em algum momento pelos historiadores e estagiários, corpo técnico que compõe o Núcleo de História e Patrimônio do museu.

Os historiadores querem conhecer e revelar muitas outras histórias que estão registradas por meio da fotografia. Por isto, a Associação Parque Histórico de Carambeí pede a comunidade que se sensibilize, faça como a senhora Cornélia e ceda registros familiares ligados a memória de Carambeí até o ano 2.000. As fotos serão digitalizadas pelos profissionais do Núcleo de História e serão devolvidas aos proprietários. Mais informações pelo e-mail leonardo@aphc.com.br, ou pelo telefone 42 3231-5063.

Barco Hendrika

Por trás da imagem desgastada pelo tempo, do registro de um barco de 17 toneladas que era utilizado em transportes e que pertencia a família Aardoom, há muita história para ser contada.

A embarcação pertenceu a Leendert Aardoom, foi um presente que recebeu de seu pai quando se casou. O barco era utilizado para transporte de mercadorias entre duas cidade holandesas, S’Gravendeel e Dordrech, assim Leendert ganhava dinheiro para sustentar sua esposa e seus 9 filhos.

Durante a II Guerra Mundial o sr. Aardoom continuou o seu ofício, mas neste período passou a ser vigiado por soldados nazistas e sem saber passou a transportar armas que eram escondidas no barco, por seu filho Bastiaan Aardoom. Quando passava pelo posto nazista, que ficava no canal em direção a Dordrech, era questionado sobre o que carregava e afirmava que eram apenas verduras e batatas, sem saber que embaixo de toda a mercadoria haviam armamentos.

Bastiaan integrava um grupo de jovens aliados a Inglaterra e que secretamente lutavam contra os alemães, intitulavam-se Força Interna de Neederland. As armas escondidas no barco de Leendert eram lanças por meio de paraquedas por aviões ingleses, a noite o jovem as recolhia e as escondia, secretamente depois da embarcação ser descarregada o armamento era passado a diante.

O Barco Hendrika também serviu como esconderijo para um piloto inglês, que teve seu avião abatido por nazistas, até que este encontrasse um local seguro. Johanna, irmã de Bastiaan, foi a única pessoa que sabia de seus segredos e na ocasião alimentou o piloto.

A embarcação que garantia o sustento da família de Leendert, que guardava os segredos de Bastiaan, ficava em um canal atrás da casa dos Aardoom e teve um triste fim. Próximo ao final da guerra, por desespero ao perceber que estavam perdendo a luta, os alemães confiscaram o Barco Hendrika e o afundaram. Este fato foi muito doloroso para Leendert que nunca se conformou com o ocorrido.

Ao final da guerra o barco foi içado, mas estava totalmente enferrujado. Leendert tentou consertar o que foi possível, mas logo vendeu. No final de 1950 deixou a Holanda e imigrou para o Carambeí, onde já moravam alguns de seus filhos.

Este lindo e emocionante relato foi contado por Cornelia Arina de Geus Xavier de Macedo, neta de Leendert Aardoon.

0

Parque Histórico e Frederica’s Koffiehuis abrem inscrições para concurso cultural e gastronômico

O evento será destinado somente para moradores de Carambeí e terá por finalidade revelar novos talentos na área gastronômica.

O Frederica’s Koffiehuis e Parque Histórico de Carambeí são duas grandes marcas e se destacam na região dos Campos Gerais. Aproveitando que os dois empreendimentos possuem fortes influências holandesas, que atraem milhares de visitantes todos anos a Carambeí em busca de uma saborosa experiência gastronômica, as empresas abrem inscrições para um concurso cultural e gastronômico que será realizado em conjunto.

Levando em consideração que a produção e o comércio de tortas artesanais possui grande apelo entre o público de outras cidades, que foi construída em Carambeí por meio da tradição de tomar café com torta inspirado no costume dos imigrantes holandeses de tomar café com bolo. Os estabelecimentos criaram o concurso com o intuito de difundir a herança cultural dos imigrantes e desvendar talentos locais na gastronomia.

O concurso cultural e gastronômico tem por finalidade aproximar a comunidade local, mostrar a história e a cultura construída pelas seis primeiras etnias (holandeses, alemães, indonésios, poloneses, portugueses e italianos) que se estabeleceram em Carambeí. O evento busca revelar os três melhores confeiteiros amadores e desenvolver de forma profissional os candidatos.

Você que é morador de Carambeí e tem pela cozinha uma de suas grandes paixões, adora preparar deliciosos pratos para surpreender a família e para receber amigos, se prepare que chegou a hora de mostrar a todos os seus dotes culinários.

Serviço:

A inscrição para o concurso cultural gastronômico é gratuita, será realizada até o dia 8 de março, de terça a sexta, das 14h às 18h, no Frederica’s Koffiehuis e Koffiehuis Parque Histórico de Carambeí. Só poderá participar do concurso pessoas com 18 anos ou mais que seja residente em Carambeí, mediante a apresentação de talão de água ou luz em nome do candidato ou com a apresentação do título de eleitor. Mais informações pelos telefones 42 3231-4401 e 3231-5063.

 

Confira o regulamento completo:  regulamento-do-concurso

0

Parque Histórico realiza oficina de capacitação para professores

Profissionais da Rede Municipal de Ensino participaram de treinamento com Núcleo Educativo do Parque Histórico com o objetivo de conhecer os temas abordados no museu para trabalhar em sala de aula e a história de Carambeí.

Com o intuito de estreitar os laços entre o museu e a escola, o Núcleo Educativo do Parque Histórico de Carambeí preparou um treinamento especialmente para os professores da Rede Municipal de Ensino da cidade. A capacitação aconteceu na terça, no Parque Histórico, foi dividida em dois turnos para trabalhar separadamente com professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I, em conformidade com as atividades pedagógicas realizadas em cada faixa etária dos alunos.

A oficina voltada para educadores teve por finalidade construir coletivamente um roteiro que forme um diálogo entre o museu e a escola. “Na oportunidade, apresentamos uma cartilha que aponta quais os temas das disciplinas do Ensino Fundamental I, alicerçado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), podem ser observadas e trabalhadas antes, durante e depois da visitação no museu. Deste modo, atuando como uma possibilidade de apoio pedagógico para o professor”, explica Lucas Kugler, coordenador do Núcleo Educativo do Parque Histórico.

A capacitação multidisciplinar foi dividida em dois turnos, no período da manhã foi destinada aos professores do Ensino Fundamental I e no período vespertino aos educadores da Educação Infantil. “Apesar da cartilha ser voltada aos profissionais do Ensino Fundamental I a ação contemplou professores e professoras da Educação Infantil para que possam trabalhar no museu, experiências que mais tarde seus alunos poderão associar com os conceitos aprendidos do Fundamental I adiante”, complementa o historiador.

Carolline Marcos da Silva, professora de educação física da Rede Municipal de Ensino, relata sua experiência com a capacitação e como fará o link com a sua disciplina. “O palestrante deu ênfase em como poderíamos associar a alimentação, um dos temas que compõe a cartilha, a visitação a exposição que faz os resgate de brincadeiras antigas. Estes são dois temas que consigo trabalhar a história de Carambeí associado a educação física, que é a disciplina que trabalho na Rede Municipal”.

Lucas reconhece o dia de treinamento como uma experiência frutífera. “Houve interesse dos professores e foi uma oportunidade para troca de experiências. Nós, profissionais do Núcleo Educativo, aprendemos muito com a experiência e visão pedagógica dos educadores presente. O que nos fez sentir mais preparados para mostrar que o museu não é um templo, onde as pessoas pensam que só podem observar em silêncio. O museu é um fórum, um lugar de diálogo e construção coletiva do saber. Museu é um lugar para todos, museu é lugar de criança. As sementes plantadas agora serão colhidas no decorrer deste ano”.

A secretária municipal de educação e cultura, Ana Wieslava, anima-se com a parceria firmada com o Parque Histórico de Carambeí. “Esta parceria com o museu veio para fortalecer o trabalho realizado no ensino. Neste seis anos que estou à frente da secretaria posso afirmar que esta oficina realizada pelo Núcleo Educativo do Parque superou minhas expectativas, onde ofereceram aos professores um produto de excelente qualidade que enriquecerá o ensino em sala de aula. A união entre o setor público e o museu fará com que educação do município se torne modelo no Estado”.

0

Parque Histórico cria decoração de um loft com materiais sustentáveis

Cenário que reproduz uma casa com materiais reaproveitados difunde práticas de sustentabilidade social, ambiental e econômica.

O Parque das Águas foi inspirado no Zaanse Schans que é um parque ambiental holandês, esta ala museal do Parque Histórico de Carambeí aborda temas sustentáveis. A Casa da Sustentabilidade é uma das construções que se destaca por ser um ambiente expositivo voltado unicamente a temática.

Desde a inauguração do Parque das Águas, em 2015, a CCR RodoNorte que já era patrocinadora do museu por meio da Lei Rouanet tornou-se parceira na elaboração da Casa da Sustentabilidade. A empresa conhecida por valorizar práticas sustentáveis enxerga no espaço uma oportunidade para difundir ações ligadas ao tema e com a ajuda do Instituto CCR, investiu no projeto.

“A Casa da Sustentabilidade é um projeto que possui um carinho especial da CCR RodoNorte, principalmente por trazer à comunidade ações simples ligadas a economia de energia, aproveitamento de resíduos e cuidado com o meio ambiente. Tudo isso inserido em um espaço que une desenvolvimento e a valorização da história dos imigrantes, como é o Parque Histórico de Carambeí”, afirma Rosimeri Mathiel, Coordenadora de Comunicação e Relações Institucionais da CCR RodoNorte.

O cenário foi construído com tijolo ecológico, madeira de reflorestamento, coberto com telhas reaproveitadas de outras construções, possui energia solar e reaproveita água das chuvas. No exterior da casa é possível observar técnicas de compostagem, horta orgânica comum e vertical, telhado verde que permite aos visitantes conhecer esta pratica e seus benefícios, a separação correta do lixo e de materiais recicláveis. Os móveis e peças da casa foram feitos com material reaproveitado.

“Buscamos trazer um sentido mais amplo ao conceito de sustentabilidade que é mais conhecido pelo seu viés ambiental. Inserimos a sustentabilidade social e econômica que abarca a preferência pelo uso de materiais locais e a valorização da mão-de-obra local. Isto fica evidente quando optamos por artesões da região para confeccionar todos os móveis e adornos que preenchem a casa”, relata Felipe Pedroso, Coordenador Cultural e Historiador do Parque Histórico de Carambeí.

O ambiente foi reestruturado e mostra formas criativas e simples de reaproveitamento de materiais. Baseado no conceito de loft, o espaço é versátil e não possui divisórias com paredes, com aproximadamente 25 metros quadrados possui sala de estar, cozinha, quarto, escritório e banheiro.

“A ornamentação da casa é despojada e jovial, mas ainda com características que remetem ao estilo clássico holandês, o ambiente é funcional, moderno e utiliza bem os espaços. Os visitantes poderão ver que a casa é ‘habitada’ pela Moça do Brinco de Pérola, famoso e emblemático retrato do pintor holandês Johannes Vermeer. Fizemos uma brincadeira com porta-retratos com fotos da personagem em tempos contemporâneos.”, finaliza o historiador.

0

Área para piquenique é nova atração do Parque Histórico

O espaço de lazer também será utilizado em ações educativas e foi idealizado pela equipe de mediação

O cuidado com o bem estar dos visitantes do Parque Histórico de Carambeí, maior museu histórico a céu aberto do Brasil, é prioridade da equipe. O estagiário de turismo Douglas Alvarenga e o geógrafo Clayton Denck, que integram o Núcleo de Mediação da instituição, são os idealizadores do ambiente para receber os grupos que visitam o Parque e desejam fazer piquenique ao final do passeio.

Construído em uma área de 100 mil metros quadrados o Parque Histórico possui uma extensa área de jardins que liga as reproduções museais. Aproveitando o ambiente favorável, que encanta os visitantes, a equipe de mediação usufruiu de uma das áreas verdes que fica em meio as árvores para criar um espaço especial para os grupos que optarem em fazer piquenique.

“Visto a necessidade, analisando que um grande percentual dos grupos trazem lanche para depois do passeio. Porém, não havia local ideal para recebe-los, os grupos de crianças muitas vezes acomodávamos na grama e até mesmo em outro local improvisado. Conhecendo o Parque sabemos que algumas áreas não são utilizadas, mas que podem ser aproveitadas sem danificar o meio ambiente e interferir na estrutura museal. Assim surgiu a ideia de construir uma espaço para piquenique em meio as árvores”, relata Douglas.

A proposta dos mediadores foi aproveitar a exuberante natureza local para proporcionar aos visitantes um contato direto com a fauna e flora, explica Clayton. “Criamos uma área de lazer para os grupos fazerem piquenique no Parque. Neste ambiente os visitantes conhecerão diferentes espécies de plantas que estão em processo de identificação por um estagiário de biologia, ainda poderão observar pássaros, borboletas, até mesmo lagartos e tatus. Nosso objetivo é possibilitar que os visitantes tenham um contato direto com a natureza”.

Os mediadores se preocuparam em escolher um local em meio a natureza para receber os grupos e se propuseram a organizar o ambiente de modo sustentável e a custo zero. “Como o Parque tem uma preocupação com o meio ambiente, trabalhamos a sustentabilidade reutilizando materiais que foram utilizados em eventos ou até mesmo em outros espaço. Fizemos mesas e bancos com madeiras que tinham sido utilizadas em placas de sinalização e na ornamentação do Parque para o Natal, aproveitamos estruturas de material reciclado que já foram utilizadas como piso em uma das construções do Parque das Águas. Tudo foi reaproveitado e ganhou uma nova utilidade”, conta o geógrafo.

Na organização do local toda a equipe participou. “Assim que fomos autorizados a preparar o espaço os mediadores se motivaram, todos colaboraram: limpando o ambiente, plantando flores e realocando plantas, construindo bancos e mesas”, afirma Alvarenga.

O espaço comporta grupos de até 50 pessoas, é acessível para cadeirantes e também será utilizado em ações educativas. Só será permitido fazer piquenique grupos agendados com antecedência, pois o ambiente foi criado com intuito de atender a demanda que o museu possui. Mais informações e reservas pelo e-mail agendamento@aphc.com.br, ou pelos telefones 42 3231-5063 e 98433-4639.

0

Núcleo de História e Patrimônio norteia as ações realizadas no Parque Histórico

Todas as atividades que acontecem no museu são pautadas em pesquisas realizadas por historiadores.

É impossível falar de um museu histórico sem mencionar os historiadores que são profissionais capacitados para cuidar do patrimônio da instituição. No Parque Histórico de Carambeí, maior museu histórico a céu aberto do Brasil, a equipe especializada responsável pela pesquisa e pela salvaguarda do acervo, a célula vital em uma instituição museal, está concentrada no Núcleo de História e Patrimônio (NHP).

O setor detentor do bens culturais do museu é composto por dois historiadores e duas estagiárias de Bacharelado em História. A instituição ainda conta com mais dois historiadores e uma acadêmica de história que integram o Núcleo Educativo, mas são os profissionais do NHP os únicos que trabalham diretamente com o acervo, são por meio das atividades desenvolvidas por este setor que circundam todas as ações realizadas no Parque.

Coordenador cultural e historiador do museu, Felipe Pedroso, explica que com a elaboração do NPH os trabalhos e pesquisas realizadas por historiadores passaram a direcionar o trabalho de todos os setores do museu.

“A criação do Núcleo de História e Patrimônio veio junto com o organograma da instituição, criado em 2014, e uma estruturação organizacional possibilitou que o trabalho realizado no museu fosse direcionado as partes competentes. Consequentemente, trouxe um trabalho mais eficiente e resultados positivos, houve a intensificação de tudo que é produzido aqui: desde o crescimento do número de exposições temporárias, a restruturação de exposição permanentes, ampliação do calendário cultural com a restruturação e a realização de eventos. Todo o trabalho realizado no Parque passou a ser pautado dentro do conceito da valorização da história e da memória local”, relata Pedroso.

Com o desenvolvimento do NHP, o acervo do museu passou a ser cuidado unicamente por profissionais especializados, que dedicam seu tempo para conhecer a fundo todo o material sob sua posse, de peças tridimensionais à documentação, a pesquisa que sempre teve prioridade passou a ser o ponto de partida das ações realizadas por outros setores.

“É necessário um conhecimento profundo do acervo do museu, o Núcleo de História e Patrimônio é o setor que detém esse conhecimento e está em constante pesquisa sobre os bens culturais para produzir o material que irá nortear as atividades realizadas pelos outros setores do Parque. Um exemplo é o discurso propagado aos visitantes pelo Núcleo Educativo”, conta o historiador do NPH Leonardo Pugina.

As atividades executadas pelo Núcleo Educativo dependem diretamente do trabalho realizado pelo NPH, complementa o historiador Lucas Kugler. “Todas as informações históricas são provenientes das pesquisas realizadas pelo Núcleo de História e Patrimônio, possuem um alicerce científico amparado pelo trabalho dos profissionais que integram esta equipe. Desde o modo que construímos a narrativa para que os mediadores possam contar aos visitantes a história de Carambeí até mesmo uma brincadeira realizada para grupos escolares, todas as ações produzidas pelo Educativo são sustentadas nas pesquisas produzidas pelos detentores do acervo”.

Para finalizar, Felipe expõe como o trabalho realizado pelo NHP também liga o Koffiehuis Confeitaria e Restaurante Parque Histórico de Carambeí as ações definidas pela instituição. “Por se tratar de um núcleo que trabalha com a memória e a cultura local a confeitaria e restaurante anexo ao museu seguem os paramentos definidos pelo Parque Histórico. Os dois tendem a dialogar, o Núcleo de História e Patrimônio por meio de pesquisas fornece subsídios para que o Koffiehuis possa difundir as práticas culinárias, a cultura alimentar e o patrimônio imaterial dos imigrantes holandeses e indonésios”.

0

Parque Histórico reajusta taxa de visitação

A política de gratuidade do museu e a visitação gratuita nas quartas serão mantidas.

O ingresso para visitação no Parque Histórico de Carambeí, maior museu histórico a céu aberto do Brasil, será reajustado a partir desta sexta-feira, dia 1º de fevereiro. O valor do ingresso passará para R$20, a meia entrada será no valor de R$10 e a instituição manterá sua política de gratuidade.

A meia entrada será destinada a professores, estudantes, pessoas portadoras de deficiência e doadores de sangue regulares mediante apresentação de documento comprobatório. Grupos de escolas particulares e de terceira idade também terão direito a pagar apenas metade do valor da tarifa, que equivale a R$10.

A política de gratuidade do museu é destinada a crianças até 6 anos, pessoas acima de 60 anos que não integram caravanas, acompanhante de pessoa com deficiência, moradores de Carambeí cadastrados, grupos de vulnerabilidade social, grupos escolares provenientes de escolas públicas municipais e estaduais. Durante a realização de eventos o regime de gratuidade é diferenciado em conformidade com as atividades oferecidas pelo museu.

O acesso a Casa da Memória, primeira ala museal e ao jardim na entrada do museu continua sendo gratuito. Todas as quartas, exceto quando o dia da semana cai em feriado, a visitação no Parque Histórico é gratuita para todos. Somente os grupos agendados para esta data pagarão a taxa de visitação em conformidade com sua categoria.

Os grupos agendados antes da data do reajuste terão suas tarifas mantidas em conformidade com o que foi definido com o responsável pelos agendamentos.

Serviços:

O Parque Histórico de Carambeí abre para visitação de terça a domingo, das 11h às 18h. Grupos devem ser agendados com antecedência, mais informações pelo e-mail agendamento@aphc.com.br, ou telefones 42 3231-5063 e 98433-4639.

0

Parque Histórico inicia diagnóstico do acervo museal

O procedimento técnico não tem prazo para ser finalizado devido ao trabalho minucioso que será aplicado e permitirá que a instituição conheça a história de cada uma de suas peças.

O Núcleo de Patrimônio e História do Parque Histórico de Carambeí inicia o arrolamento das peças do acervo da instituição. O corpo técnico formado por historiadores e estagiários do curso de História Bacharelado iniciou a atividade de reconhecimento e diagnóstico do patrimônio do museu que foi constituído em 2001 com a inauguração da Casa da Memória primeira ala museal do complexo Parque Histórico, inaugurado no ano de 2011 para celebrar o centenário da imigração holandesa na região.

O diagnóstico do acervo é o primeiro passo que deve ser dado pelo corpo técnico do museu para conhecer suas peças e as condições em que estão, para adequá-las as condições ideias de acondicionamento. Felipe Pedroso, historiador e coordenador cultural do Parque Histórico, explica o motivo pelo qual esse processo tão importante iniciará após 17 anos da aquisição dos primeiros itens do acervo da instituição.

“A comunidade de imigrantes holandeses veio para o Brasil com uma característica muito forte em sua identidade que é o preservacionismo, os fundadores da Associação Parque Histórico de Carambeí mantiveram essa característica. No entanto, todo o processo de salvaguarda e exposição em um museu segue critérios e técnicas muito específicos que demandam mão de obra especializada. Foi somente no momento em que foi investido em um corpo técnico que os processos de conservação, pesquisa e exposição deram início efetivamente”, explica Felipe.

Quando finalizar a etapa do diagnóstico de cada peça será feito o prognóstico. Com termos provenientes da medicina os historiadores cuidam e tratam das peças do acervo do museu. “Precisamos saber as condições físicas de cada objeto, reunir o máximo de informações sobre eles. Encerrando a coleta de dados será possível analisar e definir quais procedimentos serão tomados para preservar cada item. Somente depois de aplicar essa metodologia poderemos dar andamento aos outros aspectos, que são: registro, catalogação, inventário, criação do guia que separa o acervo em coleções temáticas e definição de fundos que contam de onde o objeto é proveniente”, afirma o historiador Leonardo Pugina.

Cada uma das peças que compõe o acervo do museu possui uma história que deve ser contada ao público, seja por meio de pesquisas ou exposições. “Com este trabalho poderemos readequar cada um dos objetos e inseri-los na narrativa contada no Parque, pois quanto mais informações tivermos estaremos mais próximos da história para transmiti-la aos visitantes”, relata a acadêmica de história Fernanda Hrycyna.

Os museus são guardiões da memória, espaço de produção de conhecimento e por isto é imprescindível conhecer o contexto e o significado de cada item de seu acervo, continua Fernanda. “Nosso trabalho é resgatar, preservar e expor essa memória para que chegue ao maior número de indivíduos que possam ter contato com bens culturais”.

Pugina diz que o diagnóstico do acervo da Casa da Memória será o mais trabalhoso. “Por mais que tenham sido puladas etapas, a primeira ala museal da instituição já passou por processos técnicos. Requer agora um trabalho melindroso de reavaliação neste ambiente, principalmente por conta do crescimento do museu e da lógica inserida anteriormente que deve ser adequada as definições que funcionarão para o acervo da instituição com um todo”, finaliza.

0

Parque Histórico recebe doação de LP’s

 

Os discos passarão por alguns processos técnicos para manutenção, preservação e após serão disponibilizados para pesquisas.

O colecionador doou mais de 100 LP’s para o acervo do Parque Histórico de Carambeí. A coletânea é composta por discos com música popular brasileira, música clássica, entre outros estilos.

A coleção está passando pelo processo de quarentena. Neste procedimento são colocados produtos que afastam ameaças químicas e biológicas, mas que não danificam as peças. “Só após a quarentena que poderemos higienizar, verificar se algumas das peças possuem danos, catalogar e assim conhecer o material doado”, conta o historiador Leonardo Pugina.

A coletânea que agora integra o acervo da instituição será utilizada em exposições e disponibilizada para que pesquisadores possam utiliza-la como embasamento de seus estudos.

“A decisão em doar os discos para o Parque Histórico foi porque conheço o trabalho de preservação realizado. Além disso, sei que a intuição disponibiliza para um grande número de pessoas a oportunidade de conhecer a nossa história. Sou um admirador do trabalho que o museu desenvolve”, relata Silvio Santos, doador dos LP’s.

Serviço:

O Núcleo de Patrimônio e Histórico, responsável pelo acervo e pesquisa do Parque Histórico, está aberto para novas doações de objetos antigos. Mais informações pelo telefone 42 3231-5063.

0

Equipe do Parque Histórico recebe treinamento de acessibilidade

 

A Associação do Deficientes Físicos de Ponta Grossa recebe funcionários do museu para vivencia com portadores de necessidades especiais.

O cuidado para com o atendimento ao público sempre foi umas das prioridades dos gestores do Parque Histórico de Carambeí, a recepção dos visitantes com necessidades especiais é priorizada. Devido a isto, a instituição museal proporciona treinamento para que a equipe aprenda como acolher a todos os públicos.

O Parque Histórico realizou uma parceria com a Associação de Deficientes Físicos de Ponta Grossa (ADFPG) com o intuito de renovar o treinamento de acessibilidade oferecido aos funcionários. A prática oferecida pela ADFPG aos mediadores e o corpo técnico do museu foi a vivencia com os portadores de necessidades especiais.

“O treinamento de acessibilidade oferecido a equipe do Parque foi realizado em 2016, desde então trocamos alguns funcionários e a própria capacitação já estava obsoleta. Sentíamos a necessidade de aprimorar nosso atendimento para com os visitantes com necessidades especiais. A prática oferecida pela Associação de Deficientes foi excelente, pois nos deparamos com as dificuldades corriqueiras e diferente de cada membro da ADFPG.”, declara Leandro Carneiro, coordenador de mediação do Parque.

Pablo Kyoshi Rocha, historiador e mediador da instituição museal, afirmou que a experiência de vivenciar o cotidiano dos deficientes foi rica, pois fez a equipe valorizar e perceber que cada visitante do Parque é muito mais do que estão vendo. “Saímos do habitual para vivenciar o dia a dia dos profissionais da Associação e das pessoas com necessidades especiais que participam das atividades oferecidas pela instituição. Conhecemos histórias diferentes, percebemos que cada um tem uma maneira de enxergar a vida. Isso foi enriquecedor e nos fez perceber que não é só receber o visitante com necessidades especiais, nós precisamos acolher cada pessoa que passa pelo Parque em suas diferentes necessidades”.

O historiador e coordenador do núcleo educativo do museu, Lucas Kugler, afirmar que a experiência foi um presente para todos e o estimulou a pensar em formas diferentes para trabalhar com públicos distintos. “Nos foi apresentada uma realidade que não sentimos na pele, pudemos andar de cadeiras de rodas, sentir as dificuldades e limitações dos cadeirantes. Aprendemos que cada caso é um caso, mas que as pessoas com necessidades especiais podem sentir e receber tudo o que o Parque oferece. Foi uma experiência empática e que acrescenta tanto nas questões humanas quanto profissionais, nos estimulou a atenção e o cuidado na realização das mediações para todos os públicos”.

O Parque Histórico, por ser um museu, está em constante busca para cumprir seu papel social para com o seu público, aproximar a comunidade e visitantes, mostrar que instituições museais são ambientes vivos e em constante transformação para que todos sintam-se acolhidos.

“Esta é a função do museu, tornar o acesso universal a seus produtos históricos e culturais, é importante que todos tenham a possibilidade de nos visitar, e esse é um compromisso que fortalecemos constantemente”, finaliza Felipe Pedroso, historiador e coordenador cultural do Parque.

Contate-nos

We're not around right now. But you can send us an email and we'll get back to you, asap.

Não pode ser lido? Mude o texto. captcha txt