Carambeí Terra de Imigrantes – A Presença Alemã

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Interior Casa das Etnias – Parque Histórico

O Brasil é um país construído por imigrantes e sendo assim, Carambeí não poderia estar fora dessa conjuntura, que engloba o território nacional como um todo, não deixando de lado, é claro, o papel das populações nativas, que também constroem a identidade nacional. A cultura nacional é mestiça e assim se manifesta na liturgia do dia a dia, não abstendo é claro as particularidades que cada etnia possui e que define-as.
O Paraná é muito influenciado em seus costumes pelos descendentes de europeus que aqui foram se estabelecendo ao longo do XIX e XX. Incentivados por políticas públicas do governo paranaense aliado ao interesse comercial de grandes empresas, como a Brazil Rail Company que tinha um plano de ocupação de áreas estratégicas para o abastecimento de seu empreendimento.
A cidade de Carambeí é conhecida pela forte presença holandesa, mas não somente pelos mesmos, existe a presença de muitas etnias que aqui encontraram a oportunidade de uma vida melhor, um novo horizonte, como os imigrantes alemães que aqui na cidade campesina encontraram sua nova morada, durante a década de 1920. Antes mesmo da chegada dos primeiros pioneiros holandeses já haviam estabelecidas algumas famílias alemães na região de Carambeí.
A dinâmica do contato que se estabeleceu aqui na cidade foi instigante, pois a língua parecida com a holandesa ajudou em um primeiro momento o contato entre ambos na comunicação, na tradição religiosa não houve um choque cultural, pois nesse sentido, a tradição Luterana Protestante permaneceu forte na região. Na agricultura foram de suma importância, pois trabalhavam muitas vezes nas chácaras de holandeses e posteriormente quando obtinham certo capital acumulado investiam na criação de animais como o gado leiteiro se tornado fiéis cooperados.
Os casamentos entre alemães e holandeses foram bastante comuns e promovidos na região sem um grande empecilho. São muitas as famílias alemãs que aqui fizeram sua vida, entre elas estão às famílias: Ksinsik, Schimidt, Engfer, Hofmann, Gehrmann, Nolte e Esser. Alguns alemães tiveram uma passagem temporária na região como Oswin Scharz e Karl Doenitz e também jovens aventureiros que trabalhavam para a empresa férrea e acabaram por não fixar moradia por aqui.
A 8ª Festa dos Imigrantes do Parque Histórico de Carambeí irá festejar esse multiculturalismo por meio da encenação no Museu Interativo de um casamento entre famílias de imigrantes holandeses e alemães. Além da celebração haverá também um variado cardápio da culinária germânica, salsichões no espeto, cachorro quente típico alemão com mostarda escura e purê de maçã, o tradicional prato – Eisben mit Sauerkraut, – joelho de porco com chucrute, e o mundialmente famoso chopp alemão.

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Venda alemã década de 1930

Texto: Pablo Uliana, graduando em História Bacharelado pela UEPG e estagiário do Núcleo de História e Patrimônio do Parque Histórico de Carambeí

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