Lugar de Criança é no Museu

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Associação Parque Histórico de Carambeí lança campanha dedicada ao público infantil.

Lugar de Criança é no Museu é o tema da nova campanha publicitária da Associação Parque Histórico de Carambeí (APHC) que tem como propósito atrair o público infantil para a instituição cultural. A ação integra uma série de atividades que serão lançadas neste ano e expõe a preocupação da entidade com a educação.

Felipe Pedroso, Historiador da APHC, conta que a associação está preparando uma série de trabalhos pedagógicos com o intuito de democratizar o acesso da comunidade ao conhecimento que se encontra nas instituições culturais. A campanha Lugar de Criança é no Museu está associada as seguintes atividades que serão lançadas pela APHC: Teatro de Fantoches, Cartilha de Aproveitamento de Visitação Pedagógica e o Parque nas Escolas. “O Parque está intensificando suas atividades para um dos principais pilares dos espaços museais que é a educação. Com isso, todos temos a ganhar, a comunidade pedagógica, a própria instituição e a sociedade como todo”, afirma o historiador.

Para o estagiário do Núcleo de História e Patrimônio da APHC, Lucas Kugler, instituições culturais possuem atividades para todas idades e os pais devem aproveitar para levar os filhos ao museu, pois neste ambiente é possível proporcionar aos pequenos um conhecimento diferenciado. “O museu não é só um espaço recreativo e dedicado à preservação, criação e disseminação de memória, ele também possui caráter pedagógico e de natureza lúdica. Seu conteúdo serve como estímulo, que desde cedo, pode incentivar a criança ao aprendizado por meio das sensações que dialogam com a sua curiosidade”, conta Lucas.

Turismo ou simplesmente por lazer, independente da razão, os pais devem cultivar o hábito de levar os filhos para visitarem museus. Quanto antes as crianças começarem a frequentar instituições culturais melhor será, pois jovens que visitam tais ambientes tem uma percepção superior das demais assegura Elizabeth Johansen, professora do Departamento de História da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e doutoranda em Geografia. “Quando os pais levam seus filhos a um museu, qualquer tipo de museu, estão desenvolvendo uma atividade educativa, mesmo que não tenha claro este objetivo, pois esses pais estão oportunizando aos seus filhos conhecer algo diferente do que eles estão acostumados, do que eles já conhecem. Quando essa prática é iniciada desde cedo as crianças se tornam mais receptivas à compreensão do que lhes é diferente, ou seja, são crianças que são educadas para não serem bitoladas, limitadas culturalmente falando”, explica Elizabeth.

Geruza Nakamura, tem três filhas pequenas, e conta que quando viaja com a família visitam museus, parques e igrejas históricas. A visitante assídua do Parque Histórico tem em seu roteiro de viajes passeios a museus do Recife, Rio de Janeiro e Salvador e afirma que conhecer instituições culturais amplia o horizonte das crianças, por mais que se repita o passeio sempre há coisas para aprender. “Não precisa imaginar como coisas eram, estão ali reproduzidos fielmente os ambientes, utensílios e vestuário. O Parque Histórico é um passeio que repetimos sempre e todas as vezes que visitamos olhamos o acervo de maneira diferente, sempre tem uma novidade”, finaliza.

 

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