A educação na Colônia Carambehy

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Sala de aula na Colônia Carambehy década de 1930 – Acervo APHC

A educação na colônia, durante as primeiras décadas do séc. XX, era voltada aos aspectos locais, se preocupando em preencher as necessidades da comunidade. Divida de acordo com o gênero da criança, a escola ensinava a ler e a escrever, assim como a cuidar da casa, lidar com os trabalhos domésticos e a trabalhar no campo.
Além de preparar os alunos para o trabalho agropecuário – atividade primária da colônia – a escola era também responsável por evangelizar, ensinar os fundamentos religiosos e formar os valores morais da criança. Essa função social era o objetivo do ensino de caráter religioso, que funcionava de acordo com as especificidades dos alunos. Um exemplo disso é o fato de crianças de idade e níveis diferentes estudarem juntas na mesma de sala de aula e com o mesmo professor.

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Atividade na Escola da Colônia Carambehy, década de 1940 – Acervo APHC

Posteriormente, durante o governo de Getúlio Vargas (1937- 1945), o sistema educacional paranaense passa por uma reforma e a escola se estabelece como uma instituição formal e nacional, que passa a obedecer os novos métodos de ensino estabelecidos pelo governo. Nesse processo, devido ao contexto mundial de conflitos entre nações, como a Segunda Guerra Mundial, o ensino da língua portuguesa se torna obrigatório e o ensino da língua estrangeira é proibido nas escolas. Assim, na década de 40, o holandês deixa de ser ensinado dentro das salas de aula em Carambeí.
Com a vinda desse sistema de ensino, a Escola Fundos de Pilatos (inaugurada em 1944), se adapta de acordo com a legislação e passa a ter cinco séries em sua grade, ao invés de apenas três como tinha incialmente, e também, adere o ensino do português para os seus alunos, que era lecionado por Geralda Harms. Já em 1948, a Escola veio a ser substituída pela Escola de Carambeí-Pilatos, construída pela comunidade, onde hoje funciona a Fundação Batavo, contando com a presença das professoras Geralda Harms, Maria Harms e Thereza Gaertner Seifarth. Mais tarde, em 1953, o holandês volta a ser ensinado nas salas de aula graças a vinda do professor holandês Henri Van Westering para Carambei.

Lucas Kugler – Historiador e responsável pelo Núcleo Educativo do Parque Histórico de Carambeí.

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