Cultura Alimentar do Parque Histórico é representada em encontro internacional

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Felipe Pedroso apresenta pesquisa realizada dentro do museu em Simpósio Internacional de Patrimônio Alimentar

O historiador, coordenador cultural da Associação Parque Histórico de Carambeí e pesquisador da história da alimentação, Felipe Pedroso, participou de um evento multidisciplinar sobre história, patrimônio e cultura da alimentação realizado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) em parceria com o Mestrado em Direitos Humanos e Políticas Públicas da instituição, o Curso de Nutrição da PUCPR, a Universidade de Coimbra e o Patrimônio Alimentar da Lusofonia (DIAITA). O II Simpósio Internacional de Patrimônio Alimentar e Cultura Alimentar Luso Brasileira: os desafios e as delícias dos múltiplos saberes culinários aconteceu em Curitiba, na PUCPR.

Felipe Pedroso apresentou uma de suas pesquisas que está em andamento sobre as práticas alimentares do imigrante holandês em Carambeí e como isso está representado no Parque Histórico de Carambeí, maior museu histórico a céu aberto do Brasil. “Na pesquisa destaquei as práticas alimentares em duas vertentes. A primeira fase é na Holanda, no século XVI, onde há o surgimento de muitas das tradições do povo neerlandês. O segundo momento retratei como essas tradições foram adaptadas no Brasil com a chegada dos imigrantes, abordando a produção, distribuição e consumo alimentar na antiga colônia. O exemplo principal, citado, é a cultura láctea e os hábitos alimentares muito característicos como o uso de especiarias e dos sabores do campo”, destaca o historiador.

Ter o trabalho realizado dentro do Parque Histórico quando é apresentado em eventos na dimensão deste Simpósio firma a instituição como um espaço de pesquisa. “Uma das bases conceituais do museu é a pesquisa e as instituições museais devem se comprometer com esse segmento nas suas ações cotidianas. Esta é uma forma de discutir questões teóricas, metodológicas e técnicas do universo museal dentro do ambiente acadêmico, levando o nome da instituição para uma outra esfera. Inserir a alimentação e a história da alimentação no discurso do museu, diz muito sobre o nosso papel contemporâneo e social, sinalizando que o Parque Histórico é aberto a novas abordagens de sua história aqui contada, tornando a narrativa mais plural e diversificada”, finaliza Felipe Pedroso.

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