Parque Histórico inicia diagnóstico do acervo museal

 em Destaque, Noticias

O procedimento técnico não tem prazo para ser finalizado devido ao trabalho minucioso que será aplicado e permitirá que a instituição conheça a história de cada uma de suas peças.

O Núcleo de Patrimônio e História do Parque Histórico de Carambeí inicia o arrolamento das peças do acervo da instituição. O corpo técnico formado por historiadores e estagiários do curso de História Bacharelado iniciou a atividade de reconhecimento e diagnóstico do patrimônio do museu que foi constituído em 2001 com a inauguração da Casa da Memória primeira ala museal do complexo Parque Histórico, inaugurado no ano de 2011 para celebrar o centenário da imigração holandesa na região.

O diagnóstico do acervo é o primeiro passo que deve ser dado pelo corpo técnico do museu para conhecer suas peças e as condições em que estão, para adequá-las as condições ideias de acondicionamento. Felipe Pedroso, historiador e coordenador cultural do Parque Histórico, explica o motivo pelo qual esse processo tão importante iniciará após 17 anos da aquisição dos primeiros itens do acervo da instituição.

“A comunidade de imigrantes holandeses veio para o Brasil com uma característica muito forte em sua identidade que é o preservacionismo, os fundadores da Associação Parque Histórico de Carambeí mantiveram essa característica. No entanto, todo o processo de salvaguarda e exposição em um museu segue critérios e técnicas muito específicos que demandam mão de obra especializada. Foi somente no momento em que foi investido em um corpo técnico que os processos de conservação, pesquisa e exposição deram início efetivamente”, explica Felipe.

Quando finalizar a etapa do diagnóstico de cada peça será feito o prognóstico. Com termos provenientes da medicina os historiadores cuidam e tratam das peças do acervo do museu. “Precisamos saber as condições físicas de cada objeto, reunir o máximo de informações sobre eles. Encerrando a coleta de dados será possível analisar e definir quais procedimentos serão tomados para preservar cada item. Somente depois de aplicar essa metodologia poderemos dar andamento aos outros aspectos, que são: registro, catalogação, inventário, criação do guia que separa o acervo em coleções temáticas e definição de fundos que contam de onde o objeto é proveniente”, afirma o historiador Leonardo Pugina.

Cada uma das peças que compõe o acervo do museu possui uma história que deve ser contada ao público, seja por meio de pesquisas ou exposições. “Com este trabalho poderemos readequar cada um dos objetos e inseri-los na narrativa contada no Parque, pois quanto mais informações tivermos estaremos mais próximos da história para transmiti-la aos visitantes”, relata a acadêmica de história Fernanda Hrycyna.

Os museus são guardiões da memória, espaço de produção de conhecimento e por isto é imprescindível conhecer o contexto e o significado de cada item de seu acervo, continua Fernanda. “Nosso trabalho é resgatar, preservar e expor essa memória para que chegue ao maior número de indivíduos que possam ter contato com bens culturais”.

Pugina diz que o diagnóstico do acervo da Casa da Memória será o mais trabalhoso. “Por mais que tenham sido puladas etapas, a primeira ala museal da instituição já passou por processos técnicos. Requer agora um trabalho melindroso de reavaliação neste ambiente, principalmente por conta do crescimento do museu e da lógica inserida anteriormente que deve ser adequada as definições que funcionarão para o acervo da instituição com um todo”, finaliza.

Postagens Recomendadas
Contate-nos

We're not around right now. But you can send us an email and we'll get back to you, asap.

Page Reader Press Enter to Read Page Content Out Loud Press Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out Loud Press Enter to Stop Reading Page Content Out Loud Screen Reader Support