Museus usam a internet para manter contato com o público

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Parque Histórico, desde 2018, tem implantado ações digitais como método de democratização do acesso.

Os museus do mundo todo precisaram fechar suas portas, como forma de prevenção à pandemia do Coronavírus COVID-19, neste período as novas tecnologias se tornaram uma ferramenta essencial para que o público tivesse acesso às instituições culturais e pudesse visita-las de qualquer lugar do País por meio de computadores ou aparelhos celulares.

“O cenário atual exige dos museus uma presença mais incisiva, dialogando ainda mais com seu público, oferecendo recursos imersivos, dinâmicos e muita produção de conhecimento. A digitalização dos museus e a presença destes na rede é um fato irreversível, que ganha cada vez mais interesse”, relata Felipe Pedroso coordenador cultural e historiador do Parque Histórico de Carambeí.

A inteligência artificial ganha espaço dentro dos museus, com o passar dos anos os dispositivos tecnológicos se tornaram importantes ferramentas, deixaram de ser apenas mais uma forma de divulgação e passaram a ocupar lugar nas ações de conservação dos acervos, interação com o público e fortaleceram a propaganda. “Já faz algum tempo que os museus vêm empregando recursos tecnológicos e digitais em suas atividades, presenciais ou não e muito tem se discutido sobre isso no setor. As mudanças de comportamento social abruptas da atual conjuntura forçaram os museus a se posicionarem na chamada Era Digital, muito mais do que vinham fazendo, que era quase que usando seus sites apenas com informações primárias, servindo como uma espécie de panfleto e postando vez ou outra sua programação nas mídias sociais”, comenta o historiador.

O Parque Histórico de Carambeí, memorial da imigração holandesa, é um museu relativamente novo, possui cerca de 9 anos, fica no interior do Estado e cada vez mais tem utilizando da tecnologia não só como instrumento para atrair o público, mas para conquistar o seu espaço na rede e como método para democratização do acesso, expõe Pedroso. “O Parque Histórico já faz desse fato e desta tendência, um programa. Desde 2018 o museu vem investindo seus esforços em utilizar da rede como uma ferramenta para atrais público, seja para romper as barreiras geográficas, na democratização de acesso aos bens culturais, com programação on-line gratuita, ou com a digitalização de suas exposições temporárias, que incluem em muitos casos, mini-documentários e fotografias”.

Um outro exemplo de museu do interior do Paraná, relativamente novo, que tem utilizado dos meios digitais a seu favor é o Centro Cultural Castrolanda, também um memorial da imigração holandesa. “Criamos um cronograma para utilizar as redes sociais. Todas as terças e sextas fazemos um quiz por meio dos stories do Instagram, com perguntas e curiosidades referentes à colônia. Nas quartas postamos algo que os nossos seguidores possam fazer nessa quarentena e que tem relação com a cultura holandesa, como filmes e indicação de sites”, conta Rafael Rabbers gerente do Centro Cultural Castrolanda.

Rabbers continua relatando uma das adequações que precisaram realizar. “Estávamos preparando uma nova exposição temporária em comemoração ao dia Internacional de Museus, 18 de maio, a atividade aconteceria em conjunto com as ações preparadas pelo IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus), mas foi necessário nos adaptarmos e transformar em virtual. Organizamos ações educativas interdisciplinares e desta forma os professores poderão utilizar como ferramenta para auxiliar em suas aulas”.

Os museus precisam aproveitar dos recursos digitais e utilizá-los a seu favor, finaliza Felipe. ”Penso que o futuro, que neste caso e nestes dias, torna-se cada vez mais próximo, é com que os museus estendam sua atuação cada vez mais na Era Digital, empregando uma diversidade de temas e recursos interativos”.

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