Parque Histórico realiza treinamento para a equipe

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O corpo técnico do museu participou da oficina de Pesquisa Histórica Aplicada a Museus.

O museu Parque Histórico de Carambeí sempre está em busca de formação para o corpo técnico e aproveitando a 15ª Primavera de Museus, evento realizado pelo Instituo Brasileiro de Museus (IBRAM) entre os dias 20 e 26 de setembro, colocou na programação da instituição um treinamento interno. A oficina Pesquisa Histórica Aplicada a Museus foi ministrada pelo historiador e coordenador cultural do Parque Histórico, Felipe Pedroso.

“Nesta edição da Primavera de Museus optamos em utilizar como parte da programação uma atividade fechada para o corpo técnico, essa atividade em questão trata-se de uma oficina de aperfeiçoamento com o título Pesquisa Histórica Aplicada a Museus e que tem o objetivo de instrumentalizar o exercício da prática historiográfica em pesquisa no museu”, Pedroso explica o intuito da ação.

O historiador dá continuidade relatando a existência da atividade, mas que ela precisa ser intensificada e aplicada conforme a metodologia estabelecida pela instituição. “Em se tratando de um museu histórico, essa prática já acontecia e acontece rotineiramente na instituição, no entanto, ainda de forma muito incipiente. É preciso um treinamento para que a prática cresça de maneira robusta, assertiva e que os conceitos e métodos empregados pela gestão estejam claros para todo o corpo técnico”.

O estagiário do museu e acadêmico de licenciatura em história pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Matheus Moers ficou animado com a oficina e achou pertinente a instituições discutir a melhor forma da narrativa trabalhada no museu chegar ao público com fácil compreensão, tendo em vista o perfil distinto dos visitantes, também para estabelecer um elo entre os setores. “Acho importante reforçar a acessibilidade que os textos do museu devem ter. Nós da mediação somos da licenciatura, então já temos certa facilidade em transmitir e construir conhecimentos para outras pessoas. O próprio contato que temos com os grupos é bastante interessante para esse tipo de ação educativa e o nosso desenvolvimento dentro da mediação. Dessa forma, nosso trabalho é possível somente a partir do diálogo entre o acervo e outras partes do museu, não como uma unidade fechada”.

Renan Lima, funcionário do Núcleo de Mediação do Parque Histórico, fala dos benefícios proposto pela oficina que propõe o diálogo entre a equipe e mostrou que o trabalho realizado por todos é de extrema importância. “Foi extremamente proveitoso, contribuiu demais para nós mediadores, não só no que se refere as pesquisas como: fazê-las, escrevê-las e executá-las. O que mais me chamou a atenção é que precisamos de mais diálogo, seja: entre nós, com a comunidade e com os visitantes. Foi um marco de integração entre todos os setores do museu. As pesquisas que realizamos, o trabalho desempenhado não são somente resultado mecânico de horas de trabalho, são a nossa identidade e a alma do museu”.

O resultado do treinamento deixou o coordenador surpreso com a acolhimento da equipe. “Vejo que a oficina se mostrou positiva, houve receptividade do corpo técnico para compreender toda essa demanda teórica e metodológica. A história é um campo científico sério e possui normas que a regem, da mesma forma que a museologia responde a uma série de critérios específicos, portanto unir os dois campos de saber com suas peculiaridades foi muito importante”, finaliza.

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