A mostra fotográfica ‘A presença negra em Carambeí – As relações multiétnica na colônia’ tem como objetivo resgatar a memória e história dos negros e negras que estiveram presentes na colônia Carambeí por meio de fotografias do período de 1911 a 1945 e apresenta o papel fundamental que os mesmos tiveram no desenvolvimento da sociedade carambeiense, pois reconhece o trabalho e presença de diferentes populações a um mesmo nível dentro de suas representações é sinal de respeito aos indivíduos de diferentes origens.

Os negros são parte da história colonial brasileira e estavam presentes na fazenda Carambehy muito antes da chegada dos imigrantes, espalhados em casebres simples por toda a extensão da fazenda. Eles praticavam agricultura de subsistência, onde plantavam diversos legumes e verduras e criavam animais como porcos e galinhas.

Com a chegada dos holandeses em 1911, essas pessoas vendiam o excedente de produção das suas plantações para os imigrantes e faziam alguns serviços como o de sapateiro. Há um relato escrito por Gilberto de Geus para a revista De Regenboog, que conta que quando seus antepassados chegaram aqui, havia um caboclo negro chamado Sêo Candido que os ajudou muito ensinando como abrir uma roça, preparar a terra, o que plantar, como e quando semear, quando colher, quais frutas e plantas silvestres poderiam ser consumidas e como prepará-las, pois estes imigrantes não dominavam o ciclo das culturas. Sêo Candido foi escravo em uma fazenda de gado em Castro e com a abolição da escravatura, em 1888, se instalou aqui em 1900.

As crianças holandesas gostavam de ouvir suas histórias e ensinamentos e o seguiam por onde ia.

Além de ajudar com o cultivo na terra, Sêo Candido era curandeiro e ajudava os doentes preparando chás de ervas medicinais para curá-los. Ele foi para São Paulo junto com uma comitiva que levava gado e nunca mais retornou a Carambeí. Há histórias e relatos de negros que trabalharam nas fabriquetas de queijo, participando de todo o processo de fabricação do mesmo. E mais tarde quando foram incorporados pela Cooperativa,  continuaram o trabalho.

A relação que os imigrantes e negros possuíam era exclusivamente de trabalho. Mulheres e homens negros trabalhavam nas fazendas em atividades domésticas e na lida com o campo e mais tarde eles foram trabalhar nas indústrias.

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