A educação foi um dos pilares de sustentação da antiga colônia de Carambeí, essa sempre foi uma pauta de preocupação e relevância entre o grupo, no entanto, nesse sentido, a comunidade ficou desatendida pelo governo brasileiro por 25 anos, sendo assim, os imigrantes holandeses se viram forçados a dar conta de sua própria educação. 

A educação e fé caminhavam juntas na Carambeí da década de 1930, uma complementava a outra. Nesses anos, o projeto educacional da escola era o de propagar as tradições e valores cristãos das gerações mais velhas às mais novas, a fim de integrar esses jovens à sua vida cotidiana da comunidade, não separando o que era aprendido em sala de aula do que era vivido no seu cotidiano. 

Um preparo para a vida

As meninas aprendiam a ler, escrever, fazer contas e também a cuidar da casa. Os meninos, além do ensino básico frequentavam cursos voltados ao trato da terra e dos animais. As crianças eram preparadas para viver em prol da comunidade, aprendendo – seja na escola, em casa ou na igreja – desde cedo os valores de seus pais, e as posições que deveriam ocupar naquela sociedade. 

A fé era a base dessa educação, pois para esses holandeses-brasileiros, influenciados pelos preceitos calvinistas, Deus não estava somente nas reuniões de domingo dentro das quatro paredes do templo. Para eles, Deus estava presente em todo tempo e toda atividade. Esta relação dava sentido para as práticas do dia-dia na antiga colônia. 

Foi somente em 1935 que o governo brasileiro criou uma política de nacionalização do ensino, que culminou na chegada da primeira professora brasileira à colônia, instituindo o sistema escolar em moldes nacionais.

Professor Jacob Voorsluijs

Era comum ver aquelas tidos como lideres à época da comunidade, exercendo o papel de professor. Exemplo disso é Jacob Voorsluijs, que além de trabalhar na fabricação de queijo, cuidar de sua propriedade, também ocupava posição de destaque, era um dos que estavam à frente da Igreja, ajudando na educação dos mais novos. Conta-se que um dos materiais de ensino que ele utilizava eram os hinos de louvor, estes, sempre em holandês. Outro recurso didático usado nas aulas era a Bíblia. Desta forma, alfabetizava e evangelizava, isso mostra que para o entendimento desses imigrantes não havia distinção entre escola e igreja; a fé permeava cada aspecto da vida na colônia. 

A vida em Carambeí na década de 1930-1940

1938 – Professora Geralda Harms com seus alunos, atrás da escola

“Os grandes problemas encontravam-se na manutenção do ensino. De 1924 até 1927 um professor holandês se estabeleceu em Carambeí, o Sr. Petrus Franciscus Mathijssen. Após sua saída chegou o Sr. Ernst Zahn, um tipo de cosmopolita. Na África do Sul tinha servido como professor particular. Ele ficou em Carambeí até 1930, quando partiu para Ponta Grossa, onde se casou com uma senhora de ascendência alemã. Daí em diante o Sr. Jacob Voorsluijs ajudado por alguns outros, outra vez tomou conta do ensino.”

Nos anos 1940 o ensino foi aprimorado com a chegada do professor holandês Keimpe van der Meer. Além dele, a senhora Bokhout dava aulas na língua holandesa nas turmas iniciais e a Senhora Greda Harms na língua portuguesa. Nas séries superiores todas as aulas eram dadas por Keimpe van der Meer.

Linha do tempo

Utilize as setas nas extremidades laterais para navegar pela linha do tempo da educação em Carambeí.

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