A RELAÇÃO

Holanda
Indonésia

A Holanda dominou o território conhecido hoje como Indonésia por aproximadamente 350 anos, a relação iniciou no final do século XVI e foi baseada a princípio pelo propósito mercantil. Foi na ilha de Java que pisaram os primeiros holandeses, lá foi possível obter produtos muito raros ou até desconhecidos no mercado holandês: especiarias, porcelana, seda, cetim, damasco, sabres, pedras preciosas, ouro e tartarugas. Cravo e noz-moscada também geraram muito lucro para os empresários holandeses.

 A fim de obter mais lucro, foi decidido em 1.602 cooperar entre as várias câmaras de negociação. Isso resultou na fundação da Companhia Holandesa das Índias Orientais, (VOC). O VOC recebeu dos Estados Gerais Holandeses o direito exclusivo de negociar a leste do Cabo da Boa Esperança. Além dessa patente comercial, eles também receberam direitos políticos.

Os contatos entre a Holanda e as Índias Orientais foram inicialmente comerciais e formais. A solidariedade estava realmente no nível político e econômico. Os contatos com comerciantes de todo o mundo levaram a uma troca de ideias e religiões. Quando a Holanda entrou no arquipélago, o cristianismo também emergiu. A Holanda, ao contrário de outros países, não enviou missionários ao país para converter a população muçulmana ao cristianismo. A população indonésia, em termos de religião, não se sentiu oprimida pelos holandeses e isso provavelmente teve uma grande influência no desenvolvimento do poder da Holanda na Indonésia colonial.

No decorrer do século XVIII, o VOC começou a ruir, devido à crescente concorrência e à falta de capital, consequências da Guerra Anglo-Holandesa. Em 1799, as dívidas haviam aumentado tanto que o governo decidiu liquidar a empresa e assumir seus ativos e dívidas. Com o comando do governo holandês, a colônia das Índias Orientais Holandesas passou a sentir a mão forte do colonialismo e perdurou nesse sistema até o início da II Guerra Mundial. 

The Arms of the Dutch East India Company and of the Town of Batavia, Jeronimus Becx (II), 1651. Acervo Rijkmuseum
The Arms of the Dutch East India Company and of the Town of Batavia, Jeronimus Becx (II), 1651. Acervo Rijkmuseum

UMA RELAÇÃO

Comercial

Os contatos entre a Holanda e a Indonésia foram inicialmente comerciais e formais. A solidariedade estava realmente no nível político e econômico. Os contatos comerciais de comerciantes de todo o mundo levaram a uma troca de ideias e religiões. Quando a Holanda entrou no arquipélago, o cristianismo também emergiu. A Holanda, ao contrário de outros países, não enviou missionários ao país para converter a população muçulmana ao cristianismo. A população indonésia, em termos de religião, não se sentiu oprimida pelos holandeses e isso provavelmente teve uma grande influência no desenvolvimento do poder da Holanda na Indonésia.

No decorrer do século XVIII, o VOC começou a ruir, devido à crescente concorrência e à falta de capital. Em 1799, as dívidas haviam aumentado tanto que o governo decidiu liquidar a empresa e assumir seus ativos e dívidas.

INDO-HOLANDESES EM

Carambeí

As primeiras famílias migrantes provindas das Índias Holandesas desembarcaram em Carambeí em 1937. Eram os Borger e os Vermeulen, holandeses de origem que passaram algum tempo no arquipélago em cargos administrativos, como gestores de grandes fazendas de monocultura. Na lógica colonial, eram nominados de totoks ou trekkers e representavam justamente essa mobilidade, pois a segunda nomenclatura em língua neerlandesa, tem um sentido de “aqueles que passam”. Um segundo grupo também se estabeleceu em Carambeí, vindos em momentos distintos após 1949 e foram marcados pela presença dos “indos” ou “mestiços.”

A explicação para o segundo grupo migrar, diz respeito ao turbulento momento sócio-político nas Índias Orientais Holandesas que passava por um movimento de ruptura colonial durante e pós-Segunda Guerra Mundial (1939-1949). Isso despontou num cenário de enfrentamento à dominação imperialista batava, sendo agravado pelo embate entre colonizadores e colonizados, estes últimos liderados pelo nacionalista indonésio Sukarno que conquistou o poder em 1947 e a independência do arquipélago, reconhecida formalmente pela comunidade internacional, em 1949.

Esse fato culminou na expulsão de mais de 300 mil indivíduos do território, num processo de diáspora compulsória que buscou varrer todo e qualquer vestígio colonial do país. A expulsão incluía europeus, holandeses, eurasianos, ‘indos’ e todos aqueles que tivessem relações com europeus ou com a administração colonial.  

Foi uma série de circunstâncias que propiciaram a migração de algumas dessas famílias para a colônia de imigrantes holandeses em Carambeí. A princípio houve uma intenção do próprio governo holandês em pulverizar esse enorme contingente para as demais colônias do Império Holandês, ou para o assentamento de imigrantes no Brasil. Em uma visita do diplomata holandês Sr. J. B. Hubrecht à Carambeí, o mesmo “prometeu e cumpriu divulgar a possibilidade de transferir colonos da Ásia para o Brasil” e desta forma atraiu alguns aventureiros interessados em se estabelecer no assentamento de imigrantes holandeses no Paraná, já que o clima do Brasil e da Indonésia eram relativamente semelhantes e possibilitariam condições mais favoráveis de adaptação.
       As primeiras famílias indonésias chegaram a Carambeí em 1937 e várias outras viriam depois da II Guerra Mundial. Além da injeção de investimento na economia local, a chegada das famílias indonésias também trouxe uma valiosa tradição, a culinária, que caiu no gosto e no paladar da sociedade holandesa imigrante, já estabelecida na região.

AS

Máscaras

As máscaras da Indonésia são muito populares para os povos da região, em praticamente todas as residências de tradição hindu, elas são utilizadas, não apenas como objeto de decoração, mas também, como amuletos de proteção.

Segundo povos locais, as máscaras servem para proteger os lares contra as energias negativas dos visitantes, inibindo que esses maus fluídos entrem para dentro de suas residências.

Máscara Barong

Máscara indonésia usada nas festividades tradicionais de Java. O barong é uma criatura mitológica, protetor da humanidade e deidades benevolentes.

Máscara Lombok

Lombok é uma das ilhas do arquipélago indonésio. Possui uma rica cultura e uma de suas principais representações são as Máscaras Lombok, que tem o significado de simbolizar as culturas místicas e a mitologia, também são utilizadas para manter os maus espíritos distantes e atrair a boa sorte e fortuna.

Máscara Batik

O batik é uma forma de expressão artística de Java, que consiste em desenhar com cera quente sobre o tecido e em seguida tingi-lo com cores variadas formando padrões. A máscara batik consiste em ser produzida com madeira com aplicação de tecido.  

Máscara Rama e Sita

Casal Penapatã ou Rama & Sita de Bali – Deuses da Sabedoria, riqueza e do eterno amor.

INSTRUMENTOS

Musicais

A Indonésia é um país rico em diversidade de instrumentos e reflete o multiculturalismo do arquipélago. Existem muitos instrumentos musicais e todos eles têm sua própria singularidade. Em meio a desenvolvimentos musicais cada vez mais sofisticados, a existência de instrumentos musicais tradicionais nunca desapareceu e ainda é muito procurada, inclusive são conhecidos no exterior.

Várias regiões da Indonésia certamente têm peculiaridades diferentes de instrumentos musicais. Os instrumentos musicais tradicionais fazem parte da história do desenvolvimento da música no país e estão atrelados a sua própria história, como manifestação cultural, religiosa e econômica.

Maracá

Este instrumento de percussão em forma de chocalho é parte essencial de rituais indígenas e práticas de xamanismo.

Flauta Doce

Também chamada de Flauta de Bisel possui a beleza da sonoridade  coordenada com a arte sui generis dos artesãos indonésios que incorporam pinturas abstratas de infinitas cores.

VESTINDO

TRADIÇÕES

Com mais de 70.000 ilhas e uma cultura influenciada por uma infinidade de religiões, como cristianismo, islamismo, budismo, hinduísmo e confucionismo, a Indonésia é uma terra de rica diversidade cultural. É essa diversidade que se manifesta em costumes, tradições e um patrimônio diversificado, seja na arte, na dança, no artesanato e até no vestuário. Embora o povo da Indonésia esteja bem adaptado à cultura ocidental, eles preservaram com orgulho seus costumes e tradições indígenas. 

Assim como sua cultura diversificada, a Indonésia também tem muitos trajes tradicionais diferentes. Mas talvez o mais importante de todos seja o batik e o kebaya . Esses trajes pertencem originalmente às culturas de Java e Bali, mas a proeminência dessas regiões nos avanços e na política do país também lhes deu domínio cultural. Em algumas culturas, as roupas tradicionais são reservadas apenas para a realeza e famílias influentes ou ocasiões especiais, o que explica os detalhes detalhados e extravagantes. Mesmo assim, muitos agora estão adaptados para o uso diário.

Batik

Batik é um tecido com padrões intrincados feito com técnicas tradicionais de tingimento. A técnica é praticada em diferentes localidades com pequenas variações e produz resultados diferentes em materiais e padrões. Tradicionalmente, homens e mulheres usam o batik enrolando o pano em volta dos quadris. Mas hoje em dia, o tecido tradicional assume um aspecto muito mais moderno . Os panos batik agora estão sendo costurados em camisas formais para homens, vestidos, saias e até acessórios como bolsas.

Kebaya

Kebaya é o traje tradicional da cultura javanesa, sudanesa e balinesa, mas agora foi reconhecido como o traje feminino nacional da Indonésia. Novamente, diferentes localidades têm uma visão diferente do kebaya, mas geralmente são feitos de tecido transparente, como seda, algodão fino ou náilon transparente enfeitado com brocados e bordados.

CULTURA

ALIMENTAR

Oost-Indisch marktstalletje, Albert Eckhout (toegeschreven aan), 1640 – 1666. Acervo Rijkmuseum

A cozinha Indonésia varia muito de região para região e combina muitas influências diferentes. No entanto, a maioria dos alimentos da cultura alimentar indonésia partilha da trindade alimentar: peixes, coco e pimentas. Na maioria das ilhas, o alimento básico é o arroz. A colheita do arroz está associada a importantes rituais: os javaneses, por exemplo, tradicionalmente reverenciam a deusa do arroz, cuja imagem, feita com palha de arroz, é cuidadosamente colocada para proteger a colheita de danos ambientais. 

A principal refeição é geralmente servida ao meio-dia. Comida que foi preparada pela manhã e é servida de uma vez só, os membros da família se ajudam, servindo com uma colher e comendo com a mão direita. Há menos reunião familiar ou cerimônias alimentares do que em outras culturas do sudeste asiático, mas há traços de uma cozinha comunitária e uma hierarquia rigorosa que determina seu papel e comportamento na mesa. 

A maioria das refeições é construída em torno de uma pilha em forma de cone de arroz. Uma refeição pode incluir uma sopa, saladas e outro prato principal. Qualquer que seja a refeição, é acompanhada por pelo menos um, e muitas vezes vários sambal (condimentos de especiais e principalmente qualidades de pimentas que são misturados com a comida). 

 A cozinha indonésia é rica em leite de coco, molhos e ensopados. O tempero tradicional tem base de coentro, pimenta e alho. Adicionado a estes, cúrcuma, cássia (a casca local que é bastante próxima do sabor da canela), folha de louro, anis estrelado, gengibre, tamarindo, galanga (um membro da família do gengibre), cardamomo, capim-limão, cebolinha, amendoim, peixes secos e camarões. Até o uso de ghee é encontrado em muitas receitas, fruto de influências indianas. 

A cultura alimentar indonésia revela uma cozinha vibrante e colorida, é eclética e diversificada, em partes pelas diferenças culturais das milhares de ilhas, com mais de 300 grupos étnicos. Muitas cozinhas regionais são baseadas na cultura indígena e influências estrangeiras. A Indonésia tem cerca de 5.350 receitas tradicionais, das quais, 30 são consideradas nacionais. 

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