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Parque Histórico faz mapeamento colaborativo do patrimônio de Carambeí

O museu incentiva a comunidade a participar e contar o que entende como patrimônio na cidade.

O Parque Histórico de Carambeí convida a comunidade carambeiense, independente da faixa etária, para mapear o patrimônio da cidade, seja ele material ou imaterial, histórico, cultural ou natural. Esta é uma ação colaborativa que ajudará o museu a entender a representatividade patrimonial na sociedade, a diversidade e a pluralidade nas manifestações culturais presente no município.

Para participar é só acessar o site do Parque Histórico (www.aphc.com.br/mapadopatrimonio) até o dia 15 de setembro e responder no formulário: nome, idade, gênero, grau de escolaridade, bairro de residência, o que se entende por patrimônio e quais seriam os bens cabíveis de patrimonialização. Com este questionário em mãos a equipe do museu poderá entender o que é representativo para a comunidade, explica Felipe Pedroso que é historiador e coordenador cultural do Parque Histórico. “É uma forma democrática de atribuir um valor simbólico na diversidade e na representação da população”.

O historiador incentiva todos a participarem desta ação e fala de sua importância para a comunidade. “Em primeiro lugar, devemos compreender a importância da cultura no meio social, temos a definição de patrimônio como um conjunto de conhecimentos, costumes, hábitos, arte, artesanato e outros aspectos de uma dada sociedade, é uma noção que funciona como elementos de identidade de um povo ou de um grupo. Dito isso, afirmo que é importante que as pessoas participem. Com o mapeamento poderemos incluir bens históricos, culturais e naturais que não são, até então, contemplados nesse entendimento aqui na cidade. Desta forma, espaços, lugares, festividades, bens culturais e o saber fazer podem ter sua representatividade garantida e consequentemente ações de valorização e de preservação”.

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Os desafios dos museus da região em tempos de pandemia

Museu Campos Gerais

Gestores e historiadores respondem sobre as dificuldades enfrentadas nos museus neste período, as inovações e o pós-pandemia.

Desde meados do mês de março museus públicos e privados do Estado do Paraná estão fechados, seguindo Decreto do Governo como forma de prevenção ao contágio do Coronavírus. Desde então o setor museal precisou cancelar ou adiar a agenda cultural, se adequar ao novo contexto que afetou museus do mundo todo. Sem previsão para retornar as atividades com o público algumas instituições fizeram relatos das dificuldades enfrentadas neste período.

 Fundação Cultural Suábio-Brasileira

“Tivemos que mudar rapidamente nossos hábitos e, em pouco tempo nos adaptar às novas formas de trabalho. Foi uma mudança imposta e necessária, exigindo da equipe uma forma diferente de pensar e agir enquanto perdura o distanciamento social”, conta Danielle Borges, analista de projetos culturais da Fundação Cultural Suábio-Brasileira de Entre Rios, em Guarapuava.

O professor doutor Niltonci Chaves, diretor geral do Museu Campos Gerais, instituição administrada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), relata as dificuldades enfrentadas desde que o museu fechou para atendimento ao público. “São cerca de 150 dias com o museu fechado e sem atividades presenciais, temos problema estrutural, nossos servidores alocados no museu estão em sua grande maioria enquadrados no que chamamos de grupo de risco, por idade ou por comorbidade, isso afeta o trabalho interno. Nesse processo precisamos suspender uma agenda de exposições que tínhamos estruturada para o ano de 2020, com quatro grandes exposições que foram postergadas”.

Arquivo Hugo Reis Museu Campos Gerais

O Museu Campos Gerais é um museu universitário, além das exposições, é um importante banco de dados de apoio para pesquisas de graduação e de pós-graduação e o professor doutor comenta a sua preocupação em não poder atender aos grupos de pesquisas. “Temos os arquivos históricos Hugo Reis, composto por várias séries documentais, em virtude do museu estar fechado não temos como atender este público, neste momento não estamos atendendo os pesquisadores e isso nos incomoda muito e, no entanto, não há o que fazer para suprir pelo menos esta demanda”.

Centro Cultural Castrolanda

Com uma realidade diferente o Centro Cultural Castrolanda, memorial da imigração holandesa que fica na cidade Castro, é um museu privado que conseguiu manter o ritmo de trabalho interno similar ao organizado antes da pandemia e estão atendendo pesquisadores. “Uma ação que foi mantida, porém de forma remota, foram os atendimentos aos pesquisadores externos, nos últimos meses, atendemos estudantes e pesquisadores que usaram o período de quarentena para intensificar os estudos, desenvolver projetos. Disponibilizamos materiais documentais, iconográficos, bibliográficos conforme a necessidade do pesquisador, tudo feito remotamente”, explica Samara Lima que é historiadora no Centro Cultural.

Heimat Museum Witmarsum

No Heimat Museum Witmarsum, da Colônia Witmarsum em Palmeira, se beneficiaram deste período para fazer arrolamento, atividade de reconhecimento e catalogação do acervo da instituição. “Aproveitamos esse momento em que o museu está fechado para fazermos bagunça, no sentido de virar o arquivo do avesso para garimpar informações, fazer pesquisa, arrumar a casa e fazer o que não é possível com o fluxo de visitantes por termos uma equipe reduzida. Claro que esse não é o cenário que gostaríamos, mas estamos utilizando para fazer muita coisa”, afirma Ricardo Kasburg Philippsen, diretor do museu Heimat Museum Witmarsum

A exposição ‘Mesa Posta – o Chá e o Café na Cultura Holandesa’ ganhou versão digital para o site do Parque Histórico  

Historiador e coordenador cultural do Parque Histórico de Carambeí, Felipe Pedroso, fala das dificuldades enfrentadas e que os meios digitais se tornaram aliados. “Nos tempos de isolamento, a atuação dos museus tem sido um grande desafio, afinal, os museus necessitam de público, tanto para a geração de receita (no caso de museus privados) quanto para justificar sua própria existência. Trabalhar sem o público visitante fisicamente é uma nova realidade, mesmo que uma parcela das instituições museais já estivesse trabalhando suas versões digitais, trabalhar somente nesse modelo é realmente novo”. Chaves enfatiza a fala de Pedroso e ressalta o obstáculo. “O desafio é fazer com que o museu tenha atratividade mesmo estando fisicamente fechado, já que o museu vive da presença do público e neste momento isso não é possível.”

 

Investimento nos meios digitais

Parque Histórico cria site que reúne as produções do museu neste período

Felipe destaca que meio a tantas mudanças, os meios virtuais estão auxiliando no relacionamento entre o museu e o público, que acabaram aproximando pessoas de outras regiões e o Parque tem investido nesta ferramenta. “Notamos um maior engajamento da nossa audiência nas mídias sociais, tem acontecido uma interação muito bacana, não somente do público regional, já habitual, mas sentimos que atingimos outros Estados com o conteúdo que temos gerado. O Parque Histórico criou o Programa de Cultura em Casa que reúne toda a produção que temos feito neste período: vídeos, textos, games e atividades colaborativas, e a recepção tem sido muito positiva”, anima-se.

Museu do Torpeiro

Amélia Podolan Flügel, historiadora do Museu do Tropeiro da cidade de Castro, conta que intensificaram as ações digitais, o que tem dado resultado. “Sem a possibilidade de atendimento presencial aos visitantes, optamos por intensificar a comunicação nas redes sociais como forma de mantermos a conectividade com o público, de forma que utilizamos conteúdos de nossos arquivos para produção de mídias digitais, como vídeos, por exemplo. Essa proposta se mostrou bem-sucedida na medida que obteve grande interesse e envolvimento das pessoas com os temas apresentados. Acreditamos que esse diálogo digital tornar-se-á permanente na instituição”.

No Centro Cultural Castrolanda o trabalho com os meios digitais também foi otimizado. “As inovações propostas foram principalmente nas redes sociais como Instagram e Youtube. – ferramentas que antes eram usadas de forma secundária e hoje ganharam destaque na rotina de trabalho. A ação educativa Um meio de se conectar, em parceria com professores dos Campos Gerais para a produção de material didático, com temas vinculados a história e a cultura de holandesa de Castro. Essa ação, além de oferecer diálogo, mesmo que remoto, abre a discussão sobre a acessibilidade ao espaço museal, onde alunos, que muitas vezes não podem ou não conseguem acessar o espaço cultural, passam a interagir com nossas atividades, espaços e pessoal”, expõe Samara.

O Museu Campos Gerais está investindo na publicação de vídeos e documentários e em breve apresentará novidades. “Estamos desenvolvendo dentro das nossas limitações, técnicas e humanas, alguns produtos no site do museu: visita 360°, vídeos gravados por pessoas que trabalham conosco e que nos assessoram, postamos alguns documentários de parceiros que produziram dentro do museu. Logo, dentro de uns 30 dias, lançaremos nosso primeiro grande projeto virtual que demonstra e adequação a esses tempos em que a presença física é restrita, ou não existe até porque o museu está fechado”.

Pós-pandemia

Parque Histórico de Carambeí, maior museu histórico a céu aberto do Brasil

Esse período tem muito a ensinar sobre as relações entre público e museu, principalmente no quesito espacial, tecnológico e de acessibilidade, admite Lima. “O museu mais acessível também será um ponto bem debatido, não somente a acessibilidade estrutural e digital, mas as ações que os espaços de memória deverão desenvolver para atingir o público não visitante – aqueles que não tem acesso ao espaço, ao ambiente digital, ao mecanismo de uso – proporcionar ações de integração entre museu e comunidade de uma forma muito mais intensa, realmente como um espaço educador e transformador”.

Para Philippsen é necessário aproveitar esse momento para investir na comunidade. “É importante fortalecer a economia local, como o museu podemos fazer a nossa parte também e trazer a comunidade para perto, fazer com que as pessoas se sintam parte integrante. Neste momento evitamos viajar para longe, passamos a olhar ao redor, buscando soluções mais próximas, faz a diferença ter uma comunidade sólida e o museu é uma ferramenta útil para esse fortalecimento local, ter uma identidade forte é uma coisa que ajuda nesse processo e acaba sendo uma das funções do museu “.

Cenário Fundação Cultural Suábio-Brasileira

As inovações aplicadas neste período de isolamento permanecerão nos museus, os cuidados sanitários também continuarão e Danielle presume que algumas ações online poderão substituir presenciais. “Muito do que está sendo praticado agora vai ficar no pós-pandemia e evoluir – as experiências culturais a partir do uso de tecnologias em busca de maior envolvimento virtual. Acreditamos que o interesse pela cultura e pela história irão permanecer, porém com uma preocupação maior com os cuidados sanitários, no entanto, certamente, o online vai substituir algumas coisas ou ser privilegiado por algumas pessoas”.

Pedroso finalizada falando das incertezas de um futuro próximo e reforça a importância dos museus investirem no mundo virtual. “O futuro dos museus no pós-pandemia ainda é incerto, mas com certeza será levado em consideração uma atuação remota mais incisiva, a virtualização dos museus agora é uma realidade difícil de fugir”.

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Surpreenda no Dia dos Pais com sabores do Koffiehuis Parque Histórico

Com a proposta de estar presente nas tradições e em todas as ocasiões o estabelecimento gastronômico busca aproximar pais e filhos com um gesto singelo.

O Dia dos Pais está chegando e neste ano a comemoração será um pouco diferente, devido à pandemia os abraços já não são dados e as reuniões familiares deixaram de acontecer com o propósito de preservar a saúde das pessoas queridas, o Koffiehuis Confeitaria e Restaurante Parque Histórico de Carambeí não vai deixar essa data especial passar em branco.

A proposta do estabelecimento é emocionar os pais com a presença dos filhos que estão distantes apenas fisicamente: é estar presente nas tradições e em todas as ocasiões. Surpreenda e demonstre o seu afeto pelo seu pai com os sabores do Koffiehuis.

Queijo colonial, kruidenkoek (bolo de especiarias), bolo de cenoura com cobertura de chocolate, empadão de frango, tortinha de maçã, geleia artesanal de amora, zandkoekjes (bolacha de areia), doces de nozes e limão siciliano, suco natural de laranja, café cremoso, maçã, uva, uma caneta e um abridor personalizados do Parque Histórico, estes são os produtos que compõe o kit Dia dos Pais do Koffiehuis

As encomendas serão aceitas até dia 6 de agosto, às 17h, no perímetro urbano de Carambeí não será cobrada a taxa de entrega. Mais informações e encomendas pelos telefones 42 98433-4643 e 3231-5876.

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Parque Histórico realizará live destinada a professores e profissionais de museus

 

O bate-papo virtual propõe um diálogo entre museu e a escola como ferramenta de difusão de conhecimento.

No dia 17 de julho, às 19h, o Parque Histórico de Carambeí, maior museu histórico a céu aberto do Brasil, realizará uma live que será transmitida pelo Youtube no link www.aphc.com.br/live. O bate-papo virtual será apresentado por Felipe Pedroso, contará com a participação de Jamaira Pillati e abordará a temática Caminhos dos Saberes: a relação museu escola.

O evento virtual é destinado a historiadores, acadêmicos de história, profissionais de museus e professores. Felipe Pedroso, historiador e coordenador cultural do Parque Histórico, explica a ação propõe um debate entre os profissionais. “O intuito dessa live é fazer uma discussão acerca da relação museu e escola, as contribuições de ambas as instituições na formação e compartilhamento de conhecimento, suas diferenças, contradições e limitações, mas também seus acertos nesse trabalho que tem como função ser colaborativo”.

Desde 2016, quando foi estruturado o Núcleo Educativo dentro do museu, foi elaborado pela equipe do Parque Histórico um material destinado aos educadores e foi investido na capacitação de professores da Rede Municipal de Ensino, da Educação Infantil até o Ensino Fundamental II. A ferramenta de apoio pedagógico permite que os profissionais do setor de ensino conheçam diferentes temas que podem ser abordados na visita de seus alunos ao museu, mostra que é possível fazer a visita várias vezes e a cada passeio abordar um assunto diferente, de acordo com os assuntos tratados no Parque Histórico e trabalhados em sala de aula.

Felipe destaca que ação terá a finalidade de mostrar que o trabalho realizado entre museu e escola deve ser colaborativo, que é um caminho de mão dupla. “Pensamos em fazer uma live que contemplasse os dois lados da moeda, de um lado o museu e de outro a escola e como podemos construir diálogos possíveis dessa parceria no engajamento e construção de sujeitos cidadãos”.

Professora da Rede Estadual de Ensino Básico do Paraná Jamaira Pillati, Mestra em História pela UEPG e Especialista em Diversidade na Escola pela UFPR Litoral, explica que os museus oferecem inúmeras ferramentas e conteúdos multidisciplinares que podem auxiliar os professores e devem ser explorados. “O museu é sempre um espaço muito buscado pelas escolas como destino de suas saídas de campo com alunos, independente da disciplina trabalhada. No entanto, é importante pensarmos se escola e museu estão oferecendo uma experiência não só cultural, mas pedagógica e interdisciplinar aos educandos. Portanto, queremos na nossa live pensar quais podem ser ações do educador antes e depois da visitação, que materiais a instituição museu pode oferecer e claro, quais as possibilidades em tempos de pandemia”

O historiador ressalta que abordará a utilização de plataformas digitais que durante a pandemia do coronavírus, período em que os museus estão fechados ao público como forma de prevenção a transmissão do vírus, são utilizadas pelas instituições culturais e que se tornaram único canal de diálogo. “Outra questão pertinente que será abordada é da realidade atual de isolamento social, as ferramentas utilizadas pelas instituições na diminuição dos ruídos provocados pela pandemia. O uso das plataformas digitais e como a relação entre museus e escolas podem se beneficiar dessa linguagem”.

 

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Parque Histórico lança quadro Sustentabilidade na Panela

O projeto reúne profissionais da área gastronômica e pessoas da comunidade que ensinam a reutilizar alimentos, fazer deliciosas receitas e incentiva a minimizar o desperdício.

Sustentabilidade na Panela é um quadro colaborativo criado pelo Parque Histórico de Carambeí, maior museu histórico a céu aberto do Brasil, que conta com a participação de profissionais da área gastronômica e pessoas da comunidade que ensinam a reutilizar alimentos e fazer deliciosas receitas. O material produzido é gravado ou fotografado e depois divulgado no facebook do museu e fica disponível no site Em Casa (www.aphc.com.br/emcasa).

Mesmo a instituição sendo um museu, espaço de preservação e difusão da memória dos imigrantes que se estabeleceram em Carambeí, ações sustentáveis sempre nortearam a execução dos trabalhos realizados que são embasados nos princípios do tripé conceitual do social, ambiental, econômico e com práticas de conscientização em ações educativas nessa temática, além de medidas adotadas para reduzirem o impacto ambiental. A proposta deste projeto é mostrar como utilizar produtos que seriam descartados e de modo simples aplicar a sustentabilidade na gastronomia.

“Desmistificar a sustentabilidade é um caminho muito importante, por muito tempo esse conceito ficou restrito a reciclagem e ao uso consciente de recursos não renováveis, mas a alimentação, algo essencial para a vida humana, como um fator fisiológico e de necessidade também passa por esse processo. Incentivar essas ações de forma colaborativa mostra que a mudança pode acontecer em pequenos atos individuais e os museus na contemporaneidade devem estar atentos ao seu papel social e de agentes de transformação encorajando a comunidade a adotar esses hábitos”, comenta Felipe Pedroso, historiador e coordenador cultural do Parque Histórico.

Com o projeto Sustentabilidade na Panela o Parque Histórico busca instigar o reaproveitamento de alimentos, talos, cascas, sementes, bagaços entre outros e assim diminuir o desperdício, pois os dados recentes são espantosos e mostram que no mundo é esbanjado anualmente cerca de 1,3 bilhões de toneladas de alimentos. A consequência da má utilização dos alimentos atinge os setores econômicos, sociais e ambientais.

Dayana Rigoni é engenheira de alimentos e cake designer, foi uma das convidadas do Parque para gravar uma receita reaproveitando alimentos, gostou da iniciativa que estimula o reaproveitamento e afirma que a ação contribui com a sustentabilidade da região. Ainda destaca que é necessário aprender a aproveitar melhor os alimentos, pois as vitaminas são encontradas nas partes que geralmente são descartadas. “Muitas vezes as cascas e talos escondem mais nutrientes do que a própria polpa ou parte do alimento que consumimos. O reaproveitamento é muito importante porque além induzir uma alimentação mais saudável ainda colabora para o meio. Há várias formas de reuso ou reaproveitamento, fazer receitas de sopas, sucos e chás são algumas delas”.

O historiador relata que práticas sustentáveis devem ser aplicadas no dia-a-dia e que na gastronomia é uma tendência utilizar todas as partes de um produto. “A ação do Parque Histórico mostra que sustentabilidade não é um conceito distante voltado apenas a ecologia. A sustentabilidade está ou deveria estar em nossos atos cotidianos, como evitar o desperdício de comida. A utilização total dos alimentos é algo que vem crescendo nos últimos anos como um conceito alimentar, não só no reaproveitamento de partes que seriam descartadas, mas no incentivo no uso das PANCS, (plantas alimentícias não convencionais)”.

A farmacêutica e atleta, Karina van Santen, aprendeu a utilizar um alimento por completo com a sua mãe e hoje em busca de uma alimentação saudável se preocupa em consumir mais nutrientes. “Sempre tivemos árvores frutíferas em casa e cresci vendo minha mãe fazer suco e aproveitando a casca para fazer compotas ou secando para fazer farinha para colocar em pães e bolos. Eu gosto de consumir as verduras cruas e aproveito tudo, dos talos as folhas, é sempre muito importante cuidar e manter uma alimentação saudável, procuro aproveitar do que a natureza oferece para preparar receitas que preservam os nutrientes”.

Serviço:
O site Em Casa foi criado com a finalidade de preservar a relação com público durante este período em que o Parque Histórico de Carambeí está fechado por tempo indeterminado, seguindo Decreto do Governo do Estado como forma de prevenção ao contágio do COVID-19. A página virtual reúne dicas de sustentabilidade (Sustentabilidade na Panela e Criações e Criaturas – arte com reaproveitamento) e todo o material desenvolvido pelo equipe do museu neste período de isolamento social.

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ARRAIÁ DO PARQUE EM CASA

O Koffiehuis preparou uma cesta com produtos artesanais, com os sabores das festas caipiras, para proporcionar ao público um festerê em família.

O Arraiá do Parque é uma das maiores festas caipiras dos Campos Gerais e todos os anos o evento é muito esperado. Neste ano devido a pandemia do COVID-19 a festividade não será realizada, mas o Koffiehuis Confeitaria e Restautante do Parque Histórico de Carambeí preparou uma cesta com as delícias da festa para que o público possa levar para casa os sabores das receitinhas da vovó e o gostinho da comida do campo.

O cardápio do Arraiá do Parque em Casa foi pensado pela equipe do Koffiehuis com produtos artesanais e as receitas que são sucesso no evento. Na cesta terá maçã do amor, doce de abóbora, torta de paçoca, torta de coco, cachorro-quente, canjica, creme de milho, creme de mandioquinha, bolo de fubá com goiabada, bolo de milho, coquinho, quentão e café cremoso.

Durante o mês de julho, toda sexta-feira será o dia de entrega da cesta Arraiá do Parque em Casa e os sabores da maior festa caipira dos Campos Gerais estarão disponíveis no delivery do Koffiehuis, mas será necessário fazer o pedido com antecedência. Informações pelos telefones 42 3231-5876 e 42 98433-4643, as encomendas serão feitas diretamente no site www.aphc.com.br/encomendar.

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Parque Histórico organiza Concurso Cultural Na Ponta do Lápis

Pessoas de todas as idades poderão participar e por meio de desenhos, colagens, pintura, edições em aplicativos e mostrar como enxergam o museu.

O Parque Histórico de Carambeí, maior museu histórico a céu aberto do Brasil, lança concurso cultural Na Ponta do Lápis, com o intuito de reconhecer manifestações artísticas e estreitar laços com o público neste período em que a instituição segue fechada, seguindo decreto do Governo do Estado como forma de prevenção a proliferação do COVID-19.

O concurso é aberto ao público de todas as idades e serão avaliados os seguintes quesitos: criatividade, conceito e o tema proposto. Os participantes poderão se manifestar artisticamente por meio de colagens, pintura, desenho e edições em programas de computadores que mostrem como cada um dos concorrentes observam o museu.

Todas as ilustrações enviadas ao Parque Histórico integrarão uma nova exposição da instituição, com a curadoria de Felipe Pedroso, historiador e coordenador cultural do museu. “Iremos fazer uma exposição comunitária e colaborativa, a ideia é fazer com que a comunidade e os nossos visitantes usem sua criatividade e mostrem suas visões sobre como enxergam o Parque Histórico. Pode ser desenho de algum elemento aqui presente, um símbolo, as edificações do museu ou até mesmo algo relacionado a história da imigração ou história de Carambeí”, explica o historiador.

Serviço:

Serão premiados os três primeiros colocados, cada ilustração será avaliada pela criatividade, conceito e o tema proposto. As imagens deverão ser encaminhadas ao Parque Histórico até o dia 31 de julho, pelo WhatsApp 42 98433-4639 ou pelo e-mail [email protected].

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Koffiehuis Parque Histórico realizará 7ª Noite das Sopas Europeias

A Noite das Sopas do Koffiehuis é um convite para viajar pelo paladar por diferentes culturas.

O Koffiehuis Confeitaria e Restaurante Parque Histórico de Carambeí está preparando a sétima edição da Noite das Sopas Europeias, que será no dia 27 de junho, o cardápio especial estará disponível somente para delivery (www.aphc.com.br/encomendar). Mais informações pelos telefones 42 3231-5876 e 42 98433-4643.

O menu foi elaborado com sopas de diferentes nacionalidades e tem o intuito de cativar o público. O cardápio holandês será representado pela erwtensoep (tradicional sopa de ervilhas), a aspergessoep (sopa de aspargos) e tomatensoep met gehaktballetjes (sopa de tomate com almôndega). A França será lembrada com o crème de poireaux (sopa de alho poró), terá a saborosa slavyanskiy sup (sopa eslava de batata com caldo de carne) e para sobremesa aurora boreales (sopa sueca de frutas).

As encomendas serão aceitas até o dia 25 de junho, às 17h. Na compra de 3 litros de sopa o cliente ganhará mais ½ litro, comprando 5 sabores diferentes ganhará mais uma sopa de outro sabor para experimentar. As sopas serão vendidas por R$30,00 o litro e 500ml por R$15,00. A taxa de entrega no perímetro urbano é de R$5,00.

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Parque Histórico lança site com o tema #EmCasa

A proposta do museu foi centralizar em uma página na web ações para que crianças e adultos possam replicar, deste modo manter o vínculo com o público no período em que o Parque está fechado devido à pandemia.

O Parque Histórico de Carambeí, maior museu histórico a céu aberto do Brasil, lança site com o tema #EMCASA e que tem a finalidade de preservar a relação com o público. Desde o dia 19 de março o museu está fechado para visitação, seguindo decreto do Governo do Estado como forma de prevenção a proliferação do COVID-19, o corpo técnico da instituição está realizando trabalho interno e em suas casas, criando ações para que o espaço cultural cumpra o seu papel de agente de transformação e construção de conhecimento. O material está disponível no site www.aphc.com.br/emcasa .

“A ideia foi criar um espaço único para todas as atividades que estão sendo realizadas neste período pelo corpo técnico do museu, são diversas ações, de exposições virtuais a ideias de ‘faça você mesmo’, estimulando processos criativos com objetos de reuso. Desta forma unificamos todo o conteúdo, para que nossos visitantes consigam encontrar com mais facilidade tudo que temos feito em nosso site no período de isolamento,” explica Felipe Pedroso historiador e coordenador cultural do Parque Histórico.

A página na web abordará temas relacionados a sustentabilidade e entretenimento, terá como proposta apresentar atividades para adultos e crianças se divertirem em casa.  Foi pensado em um espaço de lazer para as crianças com o resgate de brincadeiras antigas, recorte, colagem e jogos online. Será possível fazer uma visita ao Parque Histórico por meio de vídeos e com as exposições virtuais para se aprofundar na história da imigração. Outra sugestão da equipe do museu é construir um material colaborativo, com convidados ensinado receitas e artesanato com produtos que normalmente são descartados.

Desde 2018 o museu tem investido em ações na rede como forma de aproximar o público, para oferecer gratuitamente uma programação cultural em todos os lugares. “A virtualização dos museus é um processo irreversível, nós do Parque Histórico acreditamos que a internet é uma valiosa ferramenta na democratização de acesso e no rompimento das barreiras geográficos, por esse motivo temos investido fortemente em transpor todo nosso conteúdo e nossas produções culturais virtualmente, tornando nosso trabalho acessível e gratuito em meios digitais,’ finaliza o historiador.

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Álbum de fotos do século XIX é doado ao Parque Histórico

As fotografias da Família de Geus são um importante documento de pesquisa para a equipe do museu que poderá abordar diferentes temáticas.

Um antigo álbum bordô e com marcas do tempo, capa dura e almofadada, com detalhes em metal, lâminas e fotos amareladas, datado do século XIX, com registros da Família de Geus na Holanda é o acervo fotográfico mais antigo doado ao Parque Histórico de Carambeí, maior museu histórico a céu aberto do Brasil e memorial da imigração holandesa.

Os registros fotográficos são em formato de retrato de carde de visita – nome dado ao modelo dos retratos que são colados em um cartão grosso e com a inscrição do estúdio de fotos. Segundo Felipe Pedroso, historiador e coordenador cultural do Parque Histórico, estas características no álbum foram modismo no período.

“Esse tipo de álbum fotográfico é uma relíquia, as imagens são muito importantes para se compreender a história, claro, com muito cuidado, com os devidos métodos e técnicas do campo da história, da análise e leitura de imagens históricas”, Felipe relata que as fotos são importantes documentos para a construção da narrativa histórica da comunidade, continua “Possuir um item desse em nosso acervo é muito importante, o Parque Histórico vem se empenhando em resgatar e pesquisar a história visual de Carambeí e a trajetória dos colonos antes mesmo de chegarem ao Brasil, isso nos possibilita preencher lacunas da narrativa histórica, deste modo podemos compreender o posicionamento socioeconômico de determinadas famílias e com isso, decodificar elementos presentes nas imagens.”

A análise das fotos poderá auxiliar em pesquisas sobre o período e permitirá que sejam abordas temáticas distintas. “Esses álbuns de família do final do século XIX podem revelar muito sobre o senso estético de uma sociedade, é importante para se entender até mesmo a História da Arte e a História da Moda, com vestes, vestimentas e indumentárias, poses e cenários, adereços e penteados”, finaliza o historiador.

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