0

Primavera dos Museus no Parque Histórico

Núcleo Educativo do Museu se mobiliza e organiza atividades para evento museal.

O Parque Histórico de Carambeí participa da 12ª Primavera dos Museus, evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) que acontecerá entre os dias 17 e 23 de setembro. Entre os dias 18 e 21 de setembro, o Núcleo Educativo do museu s

e prepara para receber grupos escolares com atividade programadas especialmente para o período, trabalhará a temática Celebrando a Educação em Museus.

Os museus são espaços de guarda de memória do patrimônio material e imaterial e de construção de conhecimento, são ambientes dinâmicos que estão em constante transformação. O Parque Histórico, com a implantação do Núcleo Educativo tem trabalhado para contribuir com a educação, romper os muros do museu, aproximar a comunidade, despertar o sentimento de pertencimento e valorização patrimônio.

Durante o evento museal o historiador responsável pelo Núcleo Educativo do Parque, Lucas Kugler, por meio da ação educativa Etnia e Diversidade buscará dar vozes aos diversos sujeitos históricos e aos legados culturais presentes na comunidade.

“Carambeí possuí uma trajetória migratória expressiva, mas nem todos os povos que fizeram parte da história da cidade tiveram a sua memória representada em monumentos locais. Como um espaço plural e democrático, o Parque Histórico de Carambeí, durante a 12ª Primavera de Museus, busca com a ação educativa Etnia e Diversidade apresentar uma mediação especifica que ilustra para o público escolar a diversidade cultural presente na história de Carambeí”.

A atividade tem por finalidade promover a valorização de uma sociedade plural construída por diversas culturas e sujeitos históricos, direcionada a grupos escolares com idade entre 8 e 12 anos. Encerrará com a montagem de bonecos papercraft que representam os trajes étnicos dos indonésios, poloneses, portugueses, italianos e holandeses, etnias presentes na história de Carambeí.

Mais informações e reservas para grupos pelo e-mail agendamento@aphc.com.br, ou telefones 42 3231-5063 e 98433-4639.

0

O VI Festival de Tortas de Carambeí será no Parque Histórico

O mais doce e saboroso evento dos Campos Gerais está chegando.

A sexta edição do Festival de Tortas de Carambeí acontecerá entre os dias 12 e 14 de outubro, das 10h às 20h, no Pavilhão de Exposições Frísia – anexo ao Parque Histórico e a entrada será gratuita. A tradicional feira que colocou o município na rota do turismo gastronômico é uma realização do Parque Histórico de Carambeí e da Prefeitura Municipal, que contam com o apoio da Frísia Cooperativa Agroindustrial.

O coordenador cultural e historiador do Parque Histórico, Felipe Pedroso, fala o quanto é relevante para a instituição sediar um evento como este. “É importante para o Parque Histórico participar da organização de um evento consolidado como esse, pois estimula a prática culinária e promove o patrimônio imaterial local”.

A tradição de chá com bolo, no período da tarde, é muito expressiva entre os imigrantes e descendentes de holandeses. Minnie Boer tem descendência holandesa, é confeiteira artesanal e vê no evento uma oportunidade para manter vivo o costume de sua família. “Minha mãe sempre fez bolos em casa, na minha casa sempre tem bolo e não tem nada mais holandês que tomar café da tarde com bolo. Claro que com o passar dos anos e para o Festival de Tortas precisamos adaptar as receitas, colocar cremes e confeitos. Mesmo assim estamos mantendo viva e difundindo a herança cultural holandesa do café com bolo durante a tarde”.

Felipe reforça que no município a tradição do café com torta é um costume trazido pelos neerlandeses. “As diversas etnias migratórias que se estabeleceram em Carambeí trouxeram consigo a tradição europeia da confeitaria. Em terras brasileiras essas tradições sofreram transformações e adaptações de receitas simples que passaram a preparos mais sofisticados, a comunidade holandesa foi a principal responsável por difundir o gosto pelas saborosas tortas servidas habitualmente em seus café e festejos”.

Para a secretária municipal de desenvolvimento, Aline Valer, o evento foi fundamental para colocar Carambeí na rota do turismo gastronômico. “A tradição das tortas em Carambeí precisa ser conhecida, valorizada e o Festival de Tortas é a melhor forma para reconhecer as confeiteiras artesanais que mantêm essa herança cultural viva, e os cafés que atraem turistas para o município. O evento nos colocou no roteiro do turismo gastronômico e durante o ano todo recebemos muitos visitantes motivados em degustar as famosas tortas de Carambeí”.

Conhecida em toda a região, a cidade recebe turistas em busca de um saborosa experiência gastronômica que inicialmente foi promovida pelo Frederica’s Koffiehuis, primeiro café da cidade, que se fortaleceu com o evento das tortas. A confeiteira e proprietária do café, pioneira neste ramo de atividade, Frederica Dykstra constata que o festival é uma oportunidade para fortalecer o desenvolvimento do gastronômico na região. “Desde as primeiras edições, o Festival tem sido uma ótima oportunidade para o Frederica’s em expor e divulgar seus produtos e, junto as outras empresas participantes, colocar Carambeí em evidência, auxiliando o desenvolvimento do Turismo Gastronômico da Região dos Campos Gerais”.

Proprietário do estabelecimento Tortas Wolf, Diego Wolf, relata a experiência de sua família com o Festival de Tortas, afirma que o evento foi essencial para a abertura e divulgação da sua empresa. “Começamos a participar do Festival de Tortas na segunda edição, na época minha mãe Maria Terezinha Wolf fazia bolos em casa e com o tempo foi aprimorando seu trabalho, a demanda cresceu devido a divulgação no evento e nos fez sonhar em abrir um café. Faz três anos que abrimos o Tortas Wolf e já estamos ampliando pela terceira vez”.

Minie Boer, faz bolos e tortas por encomendas, também começou a participar do evento na segunda edição e diz-se motivada pelo público. “Adoro o clima de feiras, acho uma delícia conversar com as pessoas, é claro que sempre tem retorno financeiro e que é uma ótima divulgação. Após os eventos sempre temos novos clientes, por mim o festival nunca vai acabar e enquanto puder vou participar”, finaliza.

0

Parque Histórico recebe acervo da antiga Cooperativa Central

O acervo documental de uma das principais cooperativas do Brasil será preservado pelo museu e utilizado em pesquisas.

A Cooperativa Central de Lacticínios LTDA (CCLPC), a primeira cooperativa industrial fundada no Brasil pelos holandeses e descendentes, foi uma das maiores indústrias brasileiras. O Parque Histórico de Carambeí, é um memorial da imigração holandesa, desde 2014 tem trabalhado no resgate da história cooperativa e recebeu a doação do acervo CCLPL.

Fundada em 1954, a Central foi fundamental para o desenvolvimento de Carambeí e da região relata Felipe Pedroso, historiador e coordenador cultural do Parque Histórico. “A Cooperativa Central é parte imprescindível da história de Carambeí, foi uma das maiores cooperativas do Brasil, recebeu a visita de autoridades importantes como o finado Príncipe Bernardo da Holanda em 1959 e ex-presidentes da República, ministros, cônsules e embaixadores”.

Vendida na década de 1990, ainda hoje falar da cooperativa provoca lembranças em todos. Desde 2014 o Núcleo de Patrimônio e História tem trabalhado para resgatar a história da CCLPL. Foram feitas campanhas para que objetos, fotos e documentos relacionados a Central fossem doados ao museu.

Com o fechamento oficial da Central, que aconteceu este ano devido a tramitação legal, o acervo que ainda restava foi doado ao Parque Histórico pelas cooperativas holandesas Castrolanda, Frísia e de Capal, que integravam a CCLPL.

O historiador anima-se ao relatar que os documentos doados ao Parque, serão zelados por profissionais capacitados para trabalhar com acervo documental e que serão utilizados em pesquisas sobre a temática. “As publicações internas da cooperativa como: os jornais e os informativos foram doados para o museu. Os livros de atas que ainda eram redigidos a mão e em língua holandesa, além de livros contábeis e memorandos também foram entregues. Esses documentos que agora integrarão o acervo documental do museu poderão contar mais sobre a importância do cooperativismo e da prática leiteira nos aspectos econômicos, sociais e culturais de Carambeí. É um acervo riquíssimo que merece ser preservado”.

0

Lazer na Colônia Carambehy é tema de documentário do Parque Histórico

Imigrantes holandeses e descendentes relembram dos piqueniques e acampamentos realizados pela comunidade.

Por meio do acervo fotográfico e da metodologia da história oral, que são relatos feitos por pessoas que vivenciaram um determinado tema, o Núcleo de História e Patrimônio do Parque Histórico de Carambeí resgata uma parte importante da história da Colônia Carambehy. A pesquisa resultou em um documentário de curta duração sobre o lazer dos imigrantes e descendentes.

A terceira idade da comunidade holandesa de Carambeí contou como eram os momentos de lazer na colônia, o passatempo preferido era quando todos se reuniam em acampamentos e piqueniques. Essas atividades de lazer resultou na escolha do nome que batizou o documentário – Kamperen, é uma palavra de origem holandesa que significa acampamento.

“O documentário de curta duração gravado pelo museu com holandeses e descendentes aborda relatos de pessoas que vivenciaram os piqueniques e os acampamentos no início da colônia Carambehy. É uma forma de transpor em outras mídias a exposição física montada no museu, além disso, o museu se aproxima da comunidade local, dando vozes aos seus sujeitos históricos”, explica Felipe Pedroso, historiador e coordenador cultural do Parque Histórico.

A pesquisa realizada pelo Núcleo de História e Patrimônio resultou em uma mostra fotográfica, montada na Casa da Memória a primeira ala museal do Parque, que abre ao público de terça a domingo, das 11h às 18h, com entrada gratuita. Para democratizar o acesso também foi feita uma exposição virtual que está disponível no site do Parque Histórico (http://www.aphc.com.br/kamperen/).

 

Clique aqui para assistir ao documentário.

0

Parque Histórico convida a todos para viajar no tempo

No sábado o museu ganhará vida com o Museu Interativo que reproduz o cotidiano dos imigrantes na Colônia Carambehy.

Imaginou visitar um vilarejo da década de 1930, encontrar camponeses vestidos com trajes antigos e falando com um sotaque bem arrastado? Parece coisa de novela, mas não é. No sábado, 8 de setembro, a partir das 15h haverá Museu Interativo e quem visitar o Parque Histórico de Carambeí presenciará esta cena.

Em dias de Museu Interativo a Vila Histórica, ala museal que retrata a antiga Colônia Carambehy, é habitada e ganha vida com voluntários da comunidade que recriam o dia-a-dia dos imigrantes e seus descendentes. Em cada uma das construções do Parque, que reproduzem a vilinha de imigrantes, são realizadas atividades corriqueiras dos colonos.

Durante o passeio os visitantes se deparam com personagens esperando o trem na estação, trabalhando na oficina como marceneiro e ferreiro, na chácara pioneira sempre tem uma mesa posta com bolacha holandesa feita na hora e assada no forno a lenha, na escola são realizadas aulas para o público que quiser aprender e arriscar as primeiras palavras em holandês. Na casa das etnias a contagiante alegria dos alemães e as deliciosas receitas polonesas conquistam quem passa por lá.

Visitar o Parque Histórico em dia de Museu Interativo é uma experiência única, uma oportunidade para conhecer a história dos imigrantes em Carambeí e vivenciar a tradição passada por seus descendentes.

Serviço:

O Parque Histórico de Carambeí abre para visitação de terça a domingo, das 11h às 18h. Neste feriado e final de semana o museu abrirá normalmente. Mais informações pelos telefones 42 3231-5063 e 98433-4639.

0

Parque Histórico abrirá normalmente no feriado

 

Aproveite os dias de folga para conhecer e vivenciar novas culturas.

Semana de feriado prolongado ideal para programar um passeio seja sozinho, com amigos ou com a família. Conhecer e vivenciar uma nova cultura sem precisar viajar para fora do país. Que tal aproveitar para visitar o Parque Histórico de Carambeí e conhecer a história da imigração na região?

O Parque Histórico é o maior museu histórico a céu aberto do Brasil, fica cerca de 140km de Curitiba e 20 km de Ponta Grossa. É um memorial da imigração holandesa construído em uma área de 100 mil metros quadrados, o museu possui uma vasta área de jardins e é dividido em três alas: Casa da Memória, Vila Histórica e Parque das Águas.

A Casa da Memória, primeira ala do Parque, abriga parte do acervo do museu e está com três exposições: O Espaço da Memória Feminina que é uma exposição de longa duração, a Mostra Fotográfica Kamperen – lazer e recreação na Colônia Carambehy e Mesa Posta – o chá e o café na cultura holandesa. Neste espaço também está o souvenirs que possui produtos alimentícios e porcelanas importadas da Holanda. O Koffiehuis Confeitaria e Restaurante que serve as tradicionais tortas que tornaram Carambeí famosa, aos finais de semana e feriados serve almoço típico holandês e indonésio, fica na mesma ala do museu.

Na Vila História, espaço que reproduz a antiga Colônia Carambehy, os visitantes encontram reproduções de construções entre 1930 a 1950. A primeira Igreja protestante, a primeira escola, a estação de trem e chácara pioneira são algumas das construções que permitem que os visitantes viagem no tempo e vivenciem a história de Carambeí. Nesta ala, é possível apreciar a Coleção de Borboletas Adolpho Los e a Exposição Retratos da Infância na Imigração holandesa em Carambeí.

O cenário mais holandês do museu é o Parque das Águas, uma reprodução da Zaanse Schans da Holanda, visita-lo é um convite para passar o dia apreciando a natureza. Nesta área do museu um dos temas abordados é a sustentabilidade e se o visitante desejar ao final do passeio poderá degustar porções típicas holandesas e tortas servidas no Ons Hoekje, um charmoso café com deck para o lago, o local abre aos finais de semana e feriados.

No dia 8 de setembro, a partir das 15h, o Parque ganhará vida com o Museu Interativo. Pessoas da comunidade encenarão o cotidiano dos imigrantes na Colônia Carambehy, é uma oportunidade para os visitantes conhecerem a cultura dos imigrantes e saber mais sobre a história da cidade.

Serviço:

O Parque Histórico de Carambeí abre para visitação de terça a domingo, das 11h às 18h. No feriado e no final de semana o horário de funcionamento do museu será o mesmo. Mais informações pelo e-mail agendamento@aphc.com.br.

0

Parque Histórico lança versão virtual da Mostra Fotográfica Kamperen

A Mostra Fotográfica Kamperen – Lazer e Recreação na Colônia Carambehy é uma narrativa visual do passatempo preferido dos imigrantes e descendentes de holandeses na Colônia Carambehy. A exposição composta por registros amadores de fotógrafos anônimos ganhou versão virtual.

A exposição conta com fotos que ilustram os piqueniques, pescarias e acampamentos realizados na Colônia Carambehy, nos poucos dias de folga que os imigrantes e descendentes tinham. As atividades aconteciam no segundo dia de festa, data celebrada na Holanda que representa o dia que segue a Páscoa, Pentecostes e Natal, a tradição foi mantida pelos holandeses e descendentes que se estabeleceram na região.

A mostra fotográfica está disponível no site do Parque Histórico de Carambeí (http://www.aphc.com.br/kamperen/) para o público que não pode visitar o museu e para todos que tiverem o desejo de se aprofundar no assunto.

Felipe Pedroso, coordenador cultural e historiador do Parque Histórico de Carambeí, explica que a exposição virtual integra o programa de democratização de acesso ao museu. “Com a exposição virtual toda a produção de conhecimento e seus produtos extrapolam os muros da instituição, tornando o conteúdo gerado no Parque acessível para todos, independentemente das barreiras geográficas. Se uma pessoa não pode se dirigir ao museu para prestigiar a mostra, agora ela pode acessar toda a produção em nosso site, no conforto de sua casa”.

Serviço:

A Mostra Fotográfica Kamperen – Lazer e Recreação na Colônia Carambehy fica na Casa da Memória, na entrada do Parque Histórico, e abre ao público de terça a domingo, das 11h às 18h. Para prestigiar esta exposição não é cobrada a entrada.

0

Exposição Retratos da Infância é destaque no Parque Histórico

 

Por meio de fotografias e brinquedos antigos a mostra tem o intuído de expor como era a infância na Colônia Carambehy.

A Vila Histórica, ala museal que por meio de reproduções arquitetônicas representa a antiga Colônia Carambeí, recebe a Exposição Retratos da Infância. A mostra, organizada pelo Núcleo de História e Patrimônio do museu, com brinquedos antigos e fotografias tem o intuito de revelar como era ser criança em um período em que não havia tecnologia.

A exposição de curadoria do historiador Leonardo Pugina, com o auxílio das estagiárias e acadêmicas de Bacharelado em História pela Universidade Estadual de Ponta Grossa Karen Barros e Sabrina Alves, foi feita com objetos do acervo do Parque e fotos dos acervos pessoais de Charlotte Katsman, Corrie Los, Regina Los, Cornélia de Geus e Henrique Harms.

“Junto com a exposição fizemos uma mostra fotográfica com fotografias cedidas por descendentes de imigrantes holandeses e que ilustram aspectos cotidianos das crianças e suas brincadeiras. As fotos em conjunto com a coleção de brinquedos ilustram a história na Colônia Carambehy e como era a infância”, conta Pugina.

Serviço:

A Exposição Retratos da Infância abre ao público a partir do dia 30 de agosto, nos dias e horário de funcionamento do Parque Histórico de Carambeí, de terça a domingo, das 11h às 18h. Para prestigiar a mostra é cobrada uma taxa de R$16 reais que dá acesso a visitação em todo o museu. Estudantes, professores e doadores de sangue mediante apresentação de documento comprobatório pagarão meia entrada, que equivale a R$ 8. Crianças até 6 anos, moradores de Carambeí com cadastro e pessoas acima de 60 anos são isentas das taxas.
Mais informações e valores para grupos pelo e-mail agendamento@aphc.com.br, ou pelos telefone 42 3231-5063 e 98433-4639.

0

PARQUE HISTÓRICO LANÇA PROGRAMA “MEMÓRIA PLURAL”

Os projetos História Visual e Vozes do Passado integram o programa e tem a finalidade de aproximar a comunidade do museu.

Núcleo de História e Patrimônio do Parque Histórico de Carambeí lança Programa Memória Plural com a finalidade de aproximar a comunidade, deste modo assume o compromisso comunitário do museu. O programe foi dividido em dois projetos: História Visual e Vozes do Passado.

“O programa é fruto das políticas de democratização de acesso que a instituição adotou ao longo dos últimos 4 anos”, explica Felipe Pedroso, historiador e coordenador cultural do Parque Histórico.

O Projeto História Visual é vinculado a campanha lançada pelo museu para que pessoas que possuem ou tiveram relações com a formação da Colônia Carambehy emprestem seus álbuns com fotos de família para serem digitalizados e usados em pesquisas pela equipe do museu, publicações e mostras fotográficas.

“Com os registros fotográficos o Núcleo de História e Patrimônio, composto por um corpo técnico de historiadores e estagiários de bacharelado em História, visa expandir as narrativas oficiais da história de formação de Carambeí, incluindo outras etnias tão importantes quanto a holandesa, como os indonésios, italianos, poloneses, portugueses e poloneses”, conta o historiador.

Por meio da metodologia da história oral, o Projeto Vozes do Passado também integra o Programa Memória Plural, onde são gravados em vídeos depoimentos de pessoas da comunidade que residiram na antiga Colônia Carambehy. “Os registros que retratam a vivência dos indivíduos que residiram na Colônia Carambehy têm como objetivo formar um banco de dados das diversas famílias multiétnicas que fizeram parte da história do município, para ampliar as pesquisas acerca das histórias privadas dessas pessoas.”

Felipe afirma que esse trabalho não tem data para ser finalizado, mas que é imprescindível para fomentar o trabalho realizado no museu. “Há muito ainda a ser revelado, é um projeto de longo prazo. Acredito que a formação desse banco de dados será um importante subsídio para pesquisadores interessados na temática da imigração”.

0

Parque Histórico de Carambeí está entre os 100 museus mais visitados do Brasil

Ibram divulga formulário de visitação anual referente ao ano de 2017, período em que mais de 32,2 milhões de pessoas visitaram os museus brasileiros.

O Parque Histórico de Carambeí, maior museu histórico a céu aberto do Brasil, é um memorial da imigração holandesa inaugurado no ano de 2011 para celebrar os cem anos da chegada dos holandeses na região. Com apenas 7 anos o museu é considerado o principal atrativo dos Campos Gerais, em recente pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) é apontado entre os 100 museus mais visitados do Brasil.

O Ibram divulgou o Formulário de Visitação Anual com a lista dos museus mais visitados. Participaram da pesquisa 1.081 museus brasileiros, destes, 80 não contabilizam o público. Os demais museus contam os visitantes por meio de livro de assinaturas, catraca, contador manual, sensor eletrônico, lista de presença em atividades, formulários e ingressos.

Na contagem realizada, mais de 32,2 milhões de pessoas visitaram os museus brasileiros no ano de 2017. Deste número, 25,3 milhões são público dos 100 museus mais visitados do país, no qual o Parque Histórico ocupa o 64º lugar do ranking.

Dick Carlos de Geus, presidente do Parque Histórico, anima-se com o resultado divulgado pelo Ibram. “É gratificante ver que o sonho de algumas pessoas em preservar a memória da imigração holandesa deu certo. Tudo começou pequeno e sem grandes expectativas, só queríamos preservar a história da imigração holandesa e hoje o Parque cresceu e conta a história de outras etnias, que também se estabeleceram em Carambeí e contribuíram para o desenvolvimento do município. Esta é uma grata constatação para todos que trabalharam para criar este museu”.

O historiador e coordenador cultural do Parque Histórico, Felipe Pedroso, atribuiu o lugar no ranking ao trabalho desenvolvido pela equipe multidisciplinar. “Desde 2014, com o início da formação do corpo técnico e da gestão integrada voltada para pesquisa, educação e difusão do museu, o Parque Histórico vem registrando um crescimento vertiginoso no número de visitantes. Esse crescimento é fruto de diversos fatores, como o trabalho de uma equipe multidisciplinar, atividades diversas com uma extensa agenda cultural anual e da promoção do atrativo em diversas plataformas de mídia”.

O historiador finaliza afirmando que sente-se enaltecido ao ver o Parque figurando entre os museus mais visitados do Brasil, ao lado de museus centenários.  “Figurar nessa lista era um objetivo pessoal da minha gestão frente ao setor cultural do museu, em 2016 entramos para a listagem dos 5 museus mais visitados do sul do Brasil e figuramos como segundo museu mais visitado do Paraná. É muito gratificante poder colocar um museu do interior do Paraná, de uma cidade com pouco mais de 20 mil habitantes no mapa e frente aos grandes museus brasileiros, isso mostra que a instituição conquistou uma relevância nacional. ”

Contate-nos

We're not around right now. But you can send us an email and we'll get back to you, asap.

Não pode ser lido? Mude o texto. captcha txt