Sobre a exposição

Para algumas pessoas, o ato de viajar significa entrar em uma cultura diferente, conhecer paisagens novas, experimentar comidas exóticas com sabores desconhecidos, e sobretudo, significa olhar o mundo e a sua realidade de uma outra perspectiva. Viajar expande os horizontes, proporciona o contato com experiências até então desconhecidas a quem viaja.

Uma das práticas mais comuns daqueles que possuem o costume de viajar é o consumo de souvenires, ou lembranças de viagens.  O souvenir representa muito mais do que apenas um objeto comprado em uma viagem, a ele é atribuído um propósito e um significado, tanto para quem o adquire, como para quem o vende.

Aquele que vende um souvenir tem a intenção de representar em um objeto parte de sua cultura, com elementos que identifiquem o objeto como algo que represente um lugar, um povo ou uma tradição. É comum que tais objetos destaquem componentes que trazem ao turista uma sensação de exoticidade, para que ele consiga apontar as diferenças entre a sua cultura e a cultura do outro.

Ao adquirir um souvenir, o turista atribui a ele diversos significados: pode servir como uma prova de sua passagem por tal lugar; como um avivador de memória, algo que o faça recordar de sua viagem; algo que sintetize toda a experiência que a viagem proporcionou; ou até mesmo para presentear alguém que ficou, no famoso “lembrei-me de você”.

A exposição Memórias de Viagem apresenta objetos recolhidos durante viagens a diversos países. Constam postais, bilhetes, tickets, álbuns de fotografias, selos postais, embalagens e até mesmo guardanapos. Estes objetos figuram as lembranças acumuladas que remontam a trajetória de um turista.

Com mais de 100 itens provenientes do fundo de Helena de Geus que fazem parte do acervo do Parque Histórico de Carambeí, a exposição Memórias de Viagem acontece no piso superior da Casa da Memória da instituição. As visitas acontecem de terça a domingo das 11h às 18h e a entrada é franca.

Postais que guardam memórias

E

m circulação a partir do século XIX os cartões-postais não possuem apenas a função de correspondência, são considerados formas de entretenimento que circulam pelo imaginário, um modo do sujeito viajar sem ausentar-se do lar.

Considerado item de colecionador, os postais representam o elo entre o turista e o local visitado que ao voltar para casa, leva consigo uma memória afetiva proporcionada pela experiência da viagem, é a maneira como o turista tem de tornar real o momento vivido. Na perspectiva de prolongamento da viagem, os postais não são úteis apenas para reafirmar a experiência do turista, são também excelentes ferramentas de propaganda da cidade.

Através dos postais é possível refletir sobre o desenvolvimento de uma região a fim de perceber as transformações ocorridas na paisagem. Para além do item de colecionador, os postais servem como pequenos fragmentos do cotidiano.

Cartões postais:

Saudade enviada por alguém,

afeição,

memória

Instantâneos  

Nos dias de hoje, o hábito de tirar uma fotografia é muito comum. Não é mais necessário investir muito dinheiro em equipamentos fotográficos para tirar boas fotos.

Mas isso nem sempre foi assim, no começo do século XX, as câmeras fotográficas eram uma invenção recente, pouco acessíveis e nem um pouco portáteis, dessa forma, o hábito de tirar fotografias em viagens ainda não existia.

Como uma forma de guardar memórias dos locais visitados em viagens pelo mundo, uma espécie de álbum fotográfico padronizado era vendido em diversos locais turísticos, com fotografias que buscavam destacar as belezas naturais, paisagens urbanas, pontos turísticos e a cultura local.

Tais álbuns eram descritos como “fotografias instantâneas”, eram compostos de um conjunto de fotografias envoltas em um envelope em forma de cruz. Ao comprar os instantâneos, o turista levava embora fotografias que serviam como lembranças de sua viagem, mesmo que as mesmas não haviam sido produzidas por ele.

Lembranças do Festival Floriade

Floriade Expo 1960 Rotterdam foi a primeira Exposição de Horticultura a ser realizada sob os auspícios do Bureau Internacional de Exposições (BIE) e foi oficialmente reconhecida na 43ª Assembleia Geral da organização em 5 de maio de 1959. Inaugurada em 25 de março de 1960 pela Princesa Beatriz, a futura Rainha, foi também a primeira edição do Floriade, que desde então tem acontecido a cada década na Holanda.

Com o lema “From Seed to Strength”, o Floriade aconteceu no Het Park, um parque público que foi originalmente projetado em 1852 como um parque paisagístico inglês pelo arquiteto holandês Zocher e seu filho.

Os visitantes puderam apreciar a vista panorâmica e espetacular do Het Park, da cidade, de seu porto e além, indo para o topo da torre Euromast de 101 metros de altura – o prédio mais alto da Holanda na época. Alternativamente, o teleférico de 30 metros de altura, que transportava cerca de 4.000 pessoas por hora, também oferecia vistas do local. O valor do ingresso para o Teleférico do Floriade era de 1.25 gulden, moeda do período da rainha Beatriz (1982-2001) na Holanda.

Além do ticket para o teleférico há várias embalagens de açúcar com data do mesmo período do evento e tickets de trem. As embalagens são de vários hotéis e cafés europeus como a Meinl Kaffee, Café Restaurant em Passage,  Hotel Familie, Café Versteeg, entre outros.

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